Diabetes é o tema do Dia Mundial da Saúde

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Doença atinge 13 milhões de pessoas no Brasil, mas diagnóstico precoce pode garantir uma vida harmôn

A Organização Mundial da Saúde (OMS) promove hoje o Dia Mundial da Saúde. Diabetes é o tema da campanha deste ano e trará um relatório mundial da doença, que tem perspectiva de expansão em muitos países nos próximos anos, conforme estimativas da instituição.
O cirurgião vascular e delegado do Conselho Regional de Medicina (Cremers), Rafael Fontoura, destaca que, embora a saúde deva ser pensada todos os dias por ser o nosso maior patrimônio, a data foi criada para refletir sobre o que estamos fazendo para conquistá-la. “A saúde é um bem individual e coletivo, e as ações que temos relativas à ela interferem na nossa saúde e também na dos outros. Os principais problemas que enfrentamos hoje são as doenças infectocontagiosas, como dengue, zica e gripe H1N1, que precisam ser prevenidas coletivamente, mesmo que afetem individualmente as pessoas”, destaca.

DIABETES PODE SER PREVENIDO
Sobre a campanha deste ano estar voltada ao diabetes, Rafael explica estar relacionado aos hábitos do mundo moderno, que aumentaram a incidência à doença. “Esse aumento está relacionado à alimentação rica em açúcar, ao consumo exagerado de frituras e farináceos e a falta de atividade física. A diabetes pode ser evitada com exercícios, que melhoram a circulação, diminuem a glicose e a pressão, somados à alimentação adequada”, acrescenta.
A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes no Brasil. Isso representa 6,9% da população, com viés de crescimento nos próximos anos. Segundo a instituição: “A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início da Diabetes”.
Diabetes é, na maior parte dos casos, evitável e tratável, cerca de 90% dos casos diagnosticados são diabetes tipo 1. O delegado do Cremers explica a diferença entre os dois tipos de diabetes: “o tipo I é o que em que a pessoa não produz insulina e que geralmente afeta a pessoas mais jovens, já o tipo II é aquele em que a pessoa produz insulina, mas em quantidade ou qualidade insuficiente. Esse é o tipo mais frequente. Os sintomas clássicos são perda de peso, sede excessiva e urinar bastante”.
Para evitar que a doença se manifeste sem que o diagnóstico seja feito, o ideal é que exames de rotina e de glicose sejam feitos com regularidade. “O médico especialista da doença é o endocrinologista, que deve ser consultado quando a glicose estiver alterada, já que o tratamento precoce evita complicações. Felizmente em Santo Ângelo há endocrinologistas e não precisamos procurar outros centros médicos”, complementa Rafael. O médico também afirma que é possível conviver harmonicamente com a doença, “basta realizar o tratamento adequado, seguindo a orientação médica e nunca testando soluções caseiras, pois estas geralmente pioram a situação”.