Direção da UFFS de Cerro Largo diz que ofereceu assistência adequada a estudante vítima de homofobia

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Depois de se tornar público o fato do estudante Renato Vogel, 26 anos, de Ciências Naturais da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) campus de Cerro Largo, ter sido vítima de homofobia e receber pedido de desculpas após ofensas que teriam sido feitas por dois estudantes de Agronomia, o diretor da universidade, Edemar Rotta, respondeu afirmando que ofereceu toda a assistência adequada ao estudante.

Na nota enviada à redação do JM, a direção afirma que a UFFS tem se preocupado com a inclusão e com o respeito à diversidade, citando o exemplo das políticas de inclusão de comunidades indígenas.

Caso ocorreu fora da universidade

Como já havia afirmado quando o repórter entrou em contato com a direção da universidade, “o caso de homofobia ocorreu na praça pública de Cerro Largo – fora, portanto, do espaço da UFFS – em horário não coincidente com qualquer atividade acadêmica, e esteve relacionada a evento que, embora contasse com a participação de estudantes do campus, não tinha qualquer relação com evento acadêmico organizado, promovido, divulgado ou apoiado pela universidade, e sequer contava com seu conhecimento”.

Direção orientou estudante a registrar caso na polícia

Conforme a UFFS, quando procurada pelo acadêmico mencionado na reportagem, a direção do campus pronunciou-se sobre o ocorrido, orientando-o a procurar a delegacia de polícia para denúncia do crime. “Esta direção, portanto, ofereceu sim orientações ao acadêmico, e lamenta, como o fez naquele momento, não poder encaminhar ações mais específicas no que diz respeito ao crime em questão, pois o mesmo estava posto em outra esfera de referência e deliberação”, explica a nota.

Por fim, ainda segundo a nota, procurando esclarecer o fato, a direção do Campus Cerro Largo, nos dias seguintes ao ocorrido, realizou reunião com o Diretório Acadêmico do curso de Agronomia, a fim tomar contato com o grupo de estudantes que esteve presente no dia em que o fato ocorreu. “Definiu-se que, a partir do ano de 2013, o Diretório Acadêmico organizará, como forma de recepção aos calouros, atividades de ordem exclusivamente educativas.”

Universidade não ofereceu atendimento psicológico

Ao concluir a nota, o diretor do campus afirma ainda que não é verdadeira a informação de que o acadêmico, vítima no caso de homofobia, tenha sido encaminhado para atendimento psicológico. “Ele foi atendido pela coordenadora do setor de Assuntos Estudantis do campus, que é psicóloga, mas o atendimento que lhe foi prestado não foi, de modo algum, de caráter psicológico. Foi um atendimento institucional, cujo encaminhamento foi agendar reunião com o coordenador acadêmico do campus, oportunidade em que os esclarecimentos aqui apresentados foram feitos ao referido aluno, seguidos da orientação para que o mesmo procurasse a Delegacia de Polícia para registro de ocorrência, procedimento que desencadeou todo o processo”.