Diretor do Departamento Aeroportuário do Estado explica como se dará a reforma do Aeroporto Regional

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Conforme Roberto Carvalho Netto, atividades deverão ficar suspensas por até seis meses

O diretor do Departamento Aeroportuário do Estado (DAP), Roberto Carvalho Netto, explicou nesta semana, em entrevista à Rádio Santo Ângelo, como se dará a reforma no Aeroporto Regional de Santo Ângelo, cujos recursos foram liberados recentemente.

Carvalho Netto ressaltou que em Santo Ângelo e Rio Grande (municípios que, junto com Passo Fundo, receberam recpreursos para reformas nos aeroportos) a licitação já está concluída, bastando alguns ajustes para iniciar a obra. Já no município do Norte Gaúcho, ainda não foi realizada a licitação.

“Para iniciar a obra, só depende de ajustarmos com os atuais operadores, que são a NHT e o Aeroclube, para acertar um período em que terão de suspender as operações. Como vamos trabalhar na pista, o aeródromo vai ter que ser interditado. A partir de agora, que o recurso está liberado, vamos falar concretamente nisso, sentar com os operadores para ver quando conseguiremos dar início às obras”, explicou.
Conforme Carvalho Netto, a estimativa é que o aeroporto fique interditado no período de quatro a seis meses, para realização da reforma.

“Vamos recapar toda a pista, as partes ruins, reforçar o pavimento. Praticamente iremos aproveitar a base que tem, e o restante fazer novo”, acrescenta. “É difícil garantir um prazo menor que esse. O que pedimos para a empresa, é que realmente usem todos os esforços possíveis para encurtar essa obra.”

Enquanto o Aeroporto de Santo Ângelo estiver interditado, a alternativa será utilizar o Aeroporto de Santa Rosa, que também tem linhas regulares para Porto Alegre. “Essa reforma vai estender a vida desse aeroporto em 20 anos, em termos de qualidade de asfalto e infraestrutura”, afirma Carvalho Netto.

AERONAVES DE MAIOR CAPACIDADE

Com a reforma da pista, o diretor do DAP explica que o Departamento avalia a possibilidade de o Aeroporto de Santo Ângelo operar com aeronaves da categoria do Embraer 190, que tem capacidade para até 100 passageiros. “A diferença entre o Embraer 190 e o Embraer 145 (que já opera em Santo Ângelo) é principalmente o peso, que seria a única mudança. Em termos de comprimento de pista e performance, não muda muito”, relata.

“Eventualmente para operar com Embraer 190 será necessária alguma limitação de peso (menos carga, menos combustível ou menos passageiros). Mas de modo geral, como os voos não saem lotados de Santo Ângelo, provavelmente não será problema, para uma empresa que opera nessa categoria, ir a Santo Ângelo”, conclui.