Dois clubes ainda estão impedidos pelo Corpo de Bombeiros de realizar eventos

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Outros quatro ou cinco estabelecimentos receberam prazo para instalar barra antipânico na porta

O Corpo de Bombeiros ainda mantém dois clubes, em Santo Ângelo, impedidos de realizar eventos como festas e bailes. O problema é que nestes locais ainda falta instalar saídas de emergência e barras anti-pânico em todas as saídas.

O comandante do 1º Subgrupamento de Combate a Incêndio, Capitão Luis Augusto Chagas de Freitas, afirma que qualquer local onde acontece reuniões de público deve possuir pelo menos duas saídas de emergência.

A partir da tragédia na boate Kiss em Santa Maria, em janeiro, o Corpo de Bombeiros começou a intensificar a fiscalização em locais de grande concentração de pessoas, tais como bares, boates, clubes e CTG’s.

No município 31 locais voltaram a ser vistoriados. Durante a inspeção os bombeiros identificaram a falta de extintores para cobertura total do espaço, iluminação de emergência precária ou não funcionando, sinalização de extintores e saídas de emergência, extintores vencidos e escondidos (considerando que os extintores precisam estar em locais visíveis e ao alcance das pessoas).

EXIGÊNCIA DA BARRA ANTI-PÂNICO

O Capitão Chagas explica que antes da tragédia se exigia apenas que a saída de emergência secundária tivesse a barra anti-pânico, desde que a principal permanecesse sempre aberta. “Mas por uma questão de segurança começamos a obrigar os locais a terem barras anti-pânico em todas as portas”, frisa.

Segundo o Corpo de Bombeiros em torno de 4 a 5 locais receberam prazo de 90 dias para instalação de barra anti-pânico na porta principal, para não correrem o risco de ficarem impedidos de funcionar. “Os prazos já estão terminando. Estes espaços estão funcionando com a retirada de porta do local durante seus eventos, deixando o vão livre para a saída de pessoas em caso de emergência”, ressalta o comandante.

Além da adequação em relação às saídas de emergência, sistema de extintores e iluminação o Corpo de Bombeiros determinou a alguns estabelecimentos adequações na central de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) – o gás de cozinha.