Dois júris por tentativa de homicídio foram realizados nesta semana

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Um réu foi absolvido e outro teve a pena revertida pelo juiz Fábio Marques Welter

Um homem foi absolvido e outro teve a pena revertida ao cumprimento de medidas alternativas após dois júris populares realizados no Fórum de Santo Ângelo nesta semana, ambos presididos pelo juiz Fábio Marques Welter. Na terça-feira (21), em júri que teve na defesa o defensor público Waldemar Menchik Júnior e na acusação o promotor Márcio Rogério de Oliveira Bressan, o réu Cléberson Freitas Machado foi absolvido, pelo conselho de sentença, da acusação de tentativa de homicídio por motivo fútil.

De acordo com a denúncia, Cléberson, no dia 29 de setembro de 2012, por volta das 22h30min, no Bairro Sagrada Família, efetuou aproximadamente seis disparos contra um Renault Clio vermelho tripulado por três pessoas – um homem, que conduzia o veículo, e dois filhos. O objetivo dos disparos, segundo a denúncia, foi matar um dos filhos, que o acusado suspeitava estar o denunciando à polícia por suposto tráfico de drogas.

PENA REVERTIDA
Já no júri de ontem (24), o crime de tentativa de homicídio por motivo fútil atribuído ao réu Edemar José Lombarde foi desclassificado, para não doloso, pelo conselho de sentença. Com isso, a decisão foi remetida ao juiz Fábio Marques Welter. Na defesa, atuaram os defensores públicos Andréia Filianoti Gasparini e Bruno Pugialli Cerejo e, na acusação, o promotor Márcio Bressan.

Segundo a denúncia, no dia 3 de março de 2010, por volta das 14h30min, no interior de Vitória das Missões, Edemar efetuou um disparo de arma de fogo contra um homem, com a intenção de matá-lo, e depois fugiu. A vítima sobreviveu graças ao atendimento hospitalar imediato que recebeu. Também segundo a denúncia, a tentativa de homicídio ocorreu devido a desavenças patrimoniais em relação a uma carreta em que a vítima estava carregando tijolos.

Com a decisão de desclassificação do crime tomada pelo conselho de sentença, o juiz Fábio Marques Welter condenou Edemar a dois anos de reclusão, em regime aberto, por porte ilegal de arma de fogo. A pena foi substituída por prestação de serviços comunitários e pelo pagamento de um salário mínimo, cujo valor será destinado a alguma entidade de cunho social.