Durante a pandemia, os encontros físicos deram espaço para os virtuais

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“Mesmo fazendo tudo isso a mente tá mais preguiçosa. Então, tenho de fazer o que posso para me manter ativa.” - Maria Lúcia Coletto, 65 anos

“Se fico em casa, parada, dá uma angústia, dá depressão”, relata Maria Lúcia Coletto, de 65 anos, que há pouco deixou de usar a medicação para controle da doença (por orientação médica) em função da vida ativa que levava no Grupo Maturidade Ativa, do Sesc. “Fiquei dois meses sem e aí tive que retomar, mas com dose menor”, acrescenta.

O caso de Maria Lúcia não é isolado. Com o decreto de pandemia, ainda em março, atividades presenciais tiveram de ser cancelados, incluindo as desenvolvidas no Grupo. Pessoas de mais idade foram orientadas a ficar em casa – por serem consideradas de grupo de risco-. Com isso, a rotina movimentada teve uma grande parada.

Sandra mostra as cartas trocadas entre os integrantes do Grupo. Ação faz parte de iniciativa do Dia do Amigo

Sandra Rosinski, coordenadora do Maturidade Ativa em Santo Ângelo, explica que o decreto de pandemia veio no momento que Grupo voltaria das férias. “Eles tinham atividades toda a semana e aí se viram em casa de uma hora para outra”, conta.

“Eu não ficava uma tarde em casa. Todos os dias tinha alguma coisa para fazer”, lembra Maria Lúcia. “Quando veio a pandemia, todas as atividades foram suspensas”, reforça.

Porém, para manter uma rotina de saúde física e mental, os facilitadores do programa desenvolvido pelo Sesc organizam atividades como exercícios de ginástica, tarefas que envolvem o resgate de memórias afetivas ou de habilidades, tudo com auxílio da internet – por meio de aplicativo de mensagens e videochamada.

Ironi mostra o bolo preparado para o chá (on-line) do grupo

“Estamos em casa, mas isso não quer dizer que estamos parados”, diz Ironi Inês Minetto, de 61 anos e também integrante do Grupo Maturidade Ativa. “Se não tivéssemos o Grupo que ocupasse o tempo, muitas pessoas ficariam doentes”, pondera. “Então sempre estamos mantendo contato. Acho isso de suma importância.”

Uso da internet

Talvez você pense que a internet pode ser um problema para pessoas de mais idade. Pode ser, inicialmente. “Nas atividades presenciais já usávamos as redes sociais. Claro que tem algumas coisas que não estamos bem familiarizadas, mas aprendemos”, diz Maria Lúcia. “São coisas novas que vamos conhecendo”.

Para auxiliar os participantes do Grupo, Sandra explica que Sesc tem feito tutoriais. “Às vezes eles não conseguem, como o Zoom (plataforma de videoconferência). Para muitos tive de instalar o programa e mostrar como usa”, detalha. “Coisas que já faziam eram bem tranquilo, mas o novo, claro que tem alguma dificuldade”, detalha.

Vida ativa on-line

Para seguir em contato com os participantes a fim de continuar promovendo a qualidade de vida durante o período de distanciamento social, Sandra conta que tem criado atividades diferentes como as que reviveram o passado ao enviar e receber cartas. Em outras semanas, foram desafiados a enviarem fotos da vista da sua janela, separarem agasalhos em casa para doação, entre outras. “Tento fazer algo que renda tempo, que ocupe o tempo dos participantes por mais tempo para mantê-los ativos.”

Para Sandra, criar formas de seguir com as atividades não dão tempo de pensar no distanciamento, que estão isolados… “Então eles estão sempre fazendo alguma coisa. Acredito que isso faz com que tenham vida da mesma forma, não presenciais, mas estão participando e se integrando com os amigos, estão participando. Isso é muito bom”, diz.

Quer participar?

Basta entrar em contato com o Sesc de Santo Ângelo para saber mais sobre
o Grupo Maturidade Ativa.

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