Edição histórica disponível aos olhos do público

0
104

Mecautor de Santo Ângelo tem à venda uma unidade da Kombi Last Edition

Passado e presente estão disponíveis, na matriz da concessionária Mecautor, em Santo Ângelo, aos olhos dos apaixonados por Kombi, dos amantes de veículos antigos e também do público em geral. Desde a última quinta-feira (10), dia em que recebeu o veículo, a Mecautor, concessionária Volkswagen, tem em seu rol de produtos à venda uma Kombi Last Edition – última edição, em inglês –, nome da edição derradeira do automóvel cuja fabricação a montadora encerrou no Brasil no ano passado.

Na Mecautor, ao lado do veículo, para efeitos de comparação, figura uma Kombi ano 74, azul, do aposentado e empresário Valdir Narciso Hommerding, conhecido como Chico, 67 anos. Ele transmitiu sua disposição de deixar o modelo ali pelo tempo que for necessário.

FIM DA FABRICAÇÃO NO BRASIL APÓS 56 ANOS
O Brasil era o único país do mundo que ainda fabricava o popular veículo – o México foi o penúltimo e encerrou a atividade em 1996. Aqui, desde 1957, foram 56 anos de produção, que tiveram seu ponto final no ano passado, devido à obrigatoriedade da inclusão de determinados equipamentos de segurança em automóveis nacionais – a partir de 2014 –, como airbags e freios com ABS. Nestas quase seis décadas, mais de 1,5 milhão de unidades foram produzidas.

Inicialmente, no Brasil, seriam fabricadas 600 unidades da Kombi Last Edition. Devido à grande procura, foram 1.200, identificadas por meio de uma placa no painel. A unidade à venda na Mecautor traz a numeração 1.103.

CARACTERÍSTICAS
Nas laterais, o modelo, com espaço para 12 pessoas, é identificado por adesivos com a inscrição “56 anos – Kombi Last Edition”. A pintura é exclusiva, em tons de azul e branco, os pneus exibem faixa branca e os vidros são escurecidos. O painel de instrumentos traz acabamento exclusivo e o sistema de som tem MP3 player, LEDs vermelhos e entrada USB. O motor segue o mesmo da versão tradicional, 1.4, Total Flex, com 80 cavalos. “Diferentemente do que muitos pensam, foi a Kombi, e não o Fusca, o primeiro veículo da Volkswagen fabricado no Brasil, e nossa ideia foi colocar uma Kombi ao lado da outra para mostrar a evolução do automóvel através dos tempos”, disse na quinta-feira o gerente de logística da matriz, Alberto Duailibe, em apresentação da edição derradeira à imprensa.

O valor de mercado da Last Edition é de R$ 86.900 – o modelo “normal” tem preço sugerido a partir de R$ 48.150. Na Mecautor, a unidade está disponível por R$ 70 mil. “É um veículo que marca a última série de modelos fabricados, então buscamos fazer um preço promocional”, justificou Duailibe, que ainda revelou um detalhe curioso. “Eu tenho 57 anos. Praticamente nasci com produção da Kombi no Brasil”, comparou. A matriz da Mecautor – a empresa tem filiais em Cerro Largo e Ijuí – se localiza na Avenida Ipiranga, 826, no Bairro Kurtz, e o telefone é (55) 3313-2100. A Last Edition estará em exposição durante o Brique da Praça, neste domingo (13), pela manhã, na Praça Leônidas Ribas.

“GRATIFICANTE”, DIZ DUAILIBE
Duailibe destacou ser muito recompensador a Mecautor ter o modelo à disposição e poder fazer com que o público da região o conheça. “A Mecautor tem mais de 40 anos de existência e se manteve forte dentro de um mercado competitivo. Acredito que o fato de sermos uma das concessionárias escolhidas no Brasil para comercializar a Kombi Last Edition seja um reconhecimento da Volkswagen. É muito gratificante poder exibi-la aqui. É muito saudosismo, é um momento nostálgico”, definiu.

Para o senhor Chico – que foi comerciante e motorista de ônibus e caminhão, e atua no seu restaurante, La Bodeguita do Chico, na Rua Marechal Floriano –, que se diz um aficionado por veículos antigos, aquele era um momento igualmente gratificante. Além da Kombi, que ele adquiriu há 12 anos, Chico tem um Omega ano 95, uma Chevrolet Caravan 88 e um Fusca 69, que, inclusive, está exposto na Mecautor ao lado da Kombi do empresário. “Eu ando bastante com minha Kombi, mas nunca foi por necessidade profissional ou algo assim. Ando sozinho, muitas vezes, nem que não precise levar ninguém junto. Dirijo por lazer e comprei porque gosto de carros antigos”, explicou ele, que declarou ter lamentado bastante ao ficar sabendo, em 2013, que o veículo iria deixar de ser fabricado. “Esta paixão é algo que eu tenho no sangue. O fim da fabricação é o fim de uma história muito bonita. Fica na lembrança”, concluiu.