Eletrosul repassa recursos para construção de fábrica de sabão no Instituto Penal

0
78

A Eletrosul repassou na manhã desta quarta-feira (9), ao delegado penitenciário regional Irineu Koch, a primeira parcela dos recursos, no valor de R$ 6.666,00, para a construção do pavilhão onde será instalada a fábrica de sabão do Instituto Penal de Santo Ângelo (IPSA).

O valor total do projeto “Sabão Ecológico Solidário” é de R$ 20 mil e será repassado em três parcelas, de acordo com o andamento das obras. A iniciativa é do Conselho da Comunidade, presidido pelo advogado Enio Marciano com a participação do Iesa, Restaurante Arena Grill (com a doação da matéria-prima), Eletrosul (patrocinadora), Prefeitura de Santo Ângelo através do Departamento Municipal de Meio Ambiente, Escritório de Engenharia de Jacques Barbosa, Acisa, Susepe, Ministério Público e Poder Judiciário Estadual e Federal.

A Eletrosul esteve representada pelo chefe do setor de manutenção da Subestação de Santo Ângelo, Luciano Bordin, que destacou a importância de investir em projetos sociais. “Traz mais cidadania aos apenados e ajuda na ressocialização”, frisou.

Leila Regina de Oliveira Batista, a professora do Iesa que ajudou a desenvolver o Plano de Negócios para a viabilidade e implantação da fábrica, esteve presente e falou que através de parcerias é possível consolidar os objetivos. “Vamos continuar trabalhando, agora, para adquirir os equipamentos para a produção”, falou.

O delegado penitenciário regional, Irineu Koch, diz que o prédio medirá 10 x 6 metros e deverá produzir, em média, 10 mil barras de sabão por mês. A produção será utilizada nas dez casas prisionais da 3ª Região Penitenciária, beneficiando 2 mil presos.

O diretor do IPSA, Mauri Eich, neste primeiro momento dez apenados dos regimes aberto e semi-aberto irão trabalhar na fábrica. Eles terão o direito da remissão da pena, ou seja, a cada três dias trabalhado, tem um dia descontado da pena. “É um projeto que garante trabalho, renda e ensina uma profissão que ajuda na ressocialização e na economia para o Estado”, acrescenta.

O pavilhão será construído pelos próprios presos e a obra tem previsão de conclusão em até 90 dias.