Em entrevista, extensionista da Emater/RS conta um pouco sobre o seu trabalho

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Thaís Trindade é formada em Desenvolvimento Rural e atua na extensão há quatro anos Hoje, dia 6 de dezembro, é comemorado em todo o país, o Dia Nacional da Extensão Rural. A primeira experiência brasileira direcionada para a introdução de novas técnicas de agricultura e economia doméstica, de incentivo à organização e de aproximação do conhecimento gerado nos centros de ensino e de pesquisa aos produtores rurais, foi em 1948, com a fundação da Emater de Minas Gerais.
No Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar presta serviços de assistência técnica e extensão rural desde 1950.
A extensão rural é uma atividade de transmissão de conhecimentos a pessoas do meio rural, visando à melhoria dos processos de produção, beneficiamento e comercialização. Por conta disso, entrevistamos a extensionista rural social da Emater/RS-Ascar de Santo Ângelo, Thaís Trindade, que contou um pouco sobre o seu trabalho e a importância dele para os agricultores. Thaís é formada em Desenvolviemento Rural e trabalha há 4 anos como extensionista.
 
JM – Quais tipos de trabalho, como extensionista, você realiza em Santo Ângelo?
Thaís – “Os assuntos trabalhados incluem acesso às políticas públicas, segurança e soberania alimentar, organização rural, educação e promoção da saúde, plantas bioativas, artesanato, dentre outros. Como extensionista da área social, trabalho conjuntamente com as famílias rurais, os desafiando a exercitar um fazer refletido. O que proponho não é indicar receitas prontas e definitivas, mas proponho instrumentos para a reflexão cotidiana, sob um processo histórico de uma nova forma de educação onde todos são instigados ao exercício da reflexão crítica da realidade em que estamos inseridos”.
 
JM – Como funciona o trabalho de um extensionista?
Thaís – “Nosso trabalho pretende colaborar para o aprimoramento da produção, contribuindo para melhoria da renda agrícola e efetivamente para o empoderamento e protagonismo dos homens e mulheres do campo. Entendemos que a única maneira de tornar o mundo rural um bom lugar para se produzir e viver é através da ação consciente dos sujeitos que nele vivem, atuando de forma solidária para a conquista da qualidade de vida para todas as pessoas, sejam homens, mulheres, idosos, crianças, jovens, índios, com equidade de oportunidades, respeitadas as diferenças, em convivência harmônica entre si e com o ambiente”.

JM – Qual a importância e a diferença do trabalho de um extensionista na vida do agricultor?
Thaís – “Considerando que a Emater/RS-Ascar constitui-se como uma referência técnica e social às famílias na área rural do Rio Grande do Sul, atuando há mais de 60 anos, com uma abrangência territorial em 99% dos municípios gaúchos, em parceria com prefeituras, movimentos sociais e entidades para desenvolver ações de assessoramento, defesa e garantia de direitos, tenho segurança em dizer que a importância da extensão rural está em promover o desenvolvimento rural sustentável com vistas à participação e a inclusão social, produtiva e autonomia das famílias assistidas”.
 
JM – Pra você, qual a importância do dia 6 de dezembro?
Thaís – “Este dia serve para lembrarmos que ao fazer a extensão rural estamos contribuindo para a promoção do desenvolvimento social e da cidadania das famílias que vivem no meio rural. E com isso, evitando o gasto desnecessário na perpetuação de um fazer que não colabora para o desenvolvimento rural sustentável e nem com a emancipação dos sujeitos sociais do campo”.