Em reunião, Comdica solicita um pediatra por plantão no Hospital Santo Ângelo

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Encontro contou com a presença de várias entidades, porém nenhum representante da rede de saúde públ

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) de Santo Ângelo, realizou na manhã da última quinta-feira (1º), uma reunião, em conjunto com entidades do município, na Sala dos Conselhos no Centro Cultural. Estiveram presentes, além da presidente e vice-presidente do Comdica, Adriana Cardoso as Silva e José Ricardo Ferreira Martins, respectivamente, os seguintes: Alcebiades Machado Junior representando o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cededica); Elisa Pizetti, representando a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase); Elias Eidam, representando o Centro de Acolhimento Martinho Lutero; Glaucia Tonetto, representando Centro Missioneiro de Equoterapia Santo Ângelo Custódio; Mauliane Martens, representando a Associação dos Amigos do Centro Missioneiro Santo Ângelo Custódio; Grasiela Althaus, representando a Associação Dos Amigos do Pelotão Curumim (AAPC); Márcio Rodrigo da Silva, representando o vereador Everaldo Oliveira; Vilmar Renner e Lurdes Ritter, representando o Conselho Tutelar; Vilma Dobestein, representando o Lar do Menino e o vereador, Diomar Fomenton.

O objetivo da reunião era tratar, em conjunto com as entidades, ações de políticas de atendimento à criança e ao adolescente, em relação ao atendimento por parte dos médicos pediatras, junto a rede pública de saúde de Santo Ângelo, ou seja, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Hospital Santo Ângelo (HSA). Conforme a presidente do Comdica, Adriana Cardoso da Silva, com essa reunião seria solicitado à rede pública de saúde que se tenha sempre um pediatra no plantão do HSA para atender as crianças. Porém nenhum representante do hospital e da SMS compareceu ao local.
O HSA enviou um documento onde declarava que possui pediatras em três áreas dentro do hospital: na UTI Neonatal, na Maternidade e na Clínica Pediátrica. Na UTI Neonatal, a instituição possui oito médicos pediatras empregados, que fazem escala mensal, e sempre deve ter algum nas 24 horas diárias. Da mesma forma funciona a escala e os horários da Maternidade, que possui sete médicos empregados. Já na Clínica Pediátrica não são empregados os médicos pediátras, que totalizam em quatro, os quais fazem sua escala de forma de “sobre aviso”, e todo dia, aquele que está de plantão comparece duas vezes ao dia na pediatria para visitar todos os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e fazem prescrições médicas. O HSA alega, que sempre quando necessário seu comparecimento, a pedido do médico plantonista do Pronto Atendimento ou se chamado para examinar paciente internado, ele pode comparecer no plantão.
 
EM BUSCA DOS DIREITOS
O vice-presidente do Comdica, José Ricardo Ferreira Martins, declarou que “o conselho vem atuando a vários anos, e as vezes de forma equivocada, por isso essa gestão agora quer remeter a política de crianças e adolescentes, pois elas são o nosso futuro”. Ele também declarou que o Comdica, junto das entidades que atendem esses jovens, querem trabalhar de forma diferente, unindo-se com todas autoridades.
Conforme citado por José Ricardo durante a reunião, é dever de todos o cumprimento do Artigo 227 da Constituição Federal e Artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual diz que: as crianças tem prioridade no atendimento a saúde. 
O conselheiro tutelar, Vilmar Renner, relatou casos de crianças que não foram atendidas de forma correta no plantão do hospital, e algumas chegaram a óbito, tornando preocupante as atitudes que estão sendo tomadas.
Por conta disso, o vice-presidente do Comdica declarou que acredita que a culpa não é do HSA, mas sim da política de saúde que é feita em Santo Ângelo. “Não posso dizer que o HSA é culpado, até porque não vieram aqui nem para se defender, pois ainda pode haver uma explicação”, declarou José Ricardo.
A preocupação, segundo José Ricardo, corre em torno também do fim de ano, época em que os médicos entram de férias e não tem grande atendimento no hospital. Ele falou que nesses momentos os responsáveis pelas crianças passam por dificuldades no atendimento.
 
DESARMONIA
O presidente do Conselho de Saúde, Gerônimo Richel, declarou que não se percebe uma harmonia entre a SMS, o HSA e a 12ª Coordenadoria Regional de Saúde. “Parece que cada um tem sua parte e ainda rebatem um contra o outro”, completou.
Ele também comentou que o hospital possui pediatras durante todo o dia, mas eles não atendem a comunidade, o que é um problema. Também foi discutido por Gerônimo, que cerca de 500 mil reais são dados para gastos na emergência do hospital e muitas vezes têm apenas um médico de plantão. “O município tem que comprar atenção básica à população e não emergência”, finalizou.
 
REUNIÃO COM VEREADORES
O vereador Diomar Formenton, declarou durante a reunião que é perceptível as dificuldades de Santo Ângelo com relação a saúde. Ele também disse que “aqui esse problema é maior que muitas outras cidades, o problema deve ser gestão, pois o dinheiro é o mesmo”.
Ele ressaltou que seria muito importante a presença do hospital e da SMS no encontro, e se dispôs a marcar uma reunião na Câmara dos Vereadores, reunindo todas as entidades e representantes da rede pública de saúde do município. 
Ficou decidido então que reunião será na próxima quarta-feira (7), às 9h, na Câmara de Vereadores.