Em Santo Ângelo, Tarso Genro prega continuidade e ampliação de investimentos

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Candidato participou, na cidade, da maior carreata da sua campanha até o momento

O governador licenciado e candidato à reeleição pela Unidade Popular pelo Rio Grande (PT, PTB, PCdoB, PPL, PTC, PRO, PROS) Tarso Genro esteve no domingo (21) em Santo Ângelo, onde encerrou a Caravana pelas Missões, iniciada na sexta-feira (19). O petista defendeu a continuidade e ampliação dos investimentos públicos no Estado e citou as áreas da saúde, educação e segurança como prioridades do seu governo. De acordo com a assessoria do candidato, Tarso Genro foi recebido em Santo Ângelo pela maior carreata da campanha até o momento.

Acompanhado por Carlinhos Vargas, suplente de Olívio Dutra ao Senado, e por candidatos a deputado federal e estadual da região, bem como por lideranças regionais dos partidos coligados, Tarso citou o aumento de investimentos em hospitais filantrópicos, o que, segundo ele, em Santo Ângelo, possibilitou o aumento de repasses para a saúde, acarretando na abertura de novos leitos hospitalares.

INVESTIMENTOS NO ESTADO
O candidato enumerou as conquistas de seu governo que foram aplicadas nas Missões, como o Programa Gaúcho de Microcrédito e o Plano Safra Gaúcho. O primeiro beneficiou milhares de pequenos empreendedores em todo o Estado e gerou empregos e renda. O segundo ajudou os agricultores familiares nas últimas três safras, fazendo o Rio Grande do Sul colher a maior safra de sua história. “Se vocês me mostrarem que nós não investimos o dobro do que os dois governos anteriores nestes itens que eu vou falar, eu peço desculpas para vocês e para o conservadorismo no Estado”, disse.

O candidato defendeu a continuidade da ampliação dos investimentos públicos no Estado e comentou a postura dos adversários que prometem diminuir os gastos públicos, o que o candidato considerou ser uma volta “ao arrocho salarial”. “Isso significa diminuir investimentos na saúde, educação e segurança. E eu estou respondendo. Eu vou aumentar, ainda mais, os gastos públicos em saúde, educação e segurança”, informou Tarso.

Tarso comentou o fato de a candidata Ana Amélia Lemos (PP) propor a exclusão da Secretaria de Desenvolvimento, Secretaria do Gabinete dos Prefeitos e Agência Gaúcha de Desenvolvimento. “Não vão terminar estas secretarias porque o Rio Grande não vai aceitar essa barbárie contra o desenvolvimento e crescimento”, argumentou. O candidato ainda fez uma defesa enfática do trabalho da Secretaria do Gabinete dos Prefeitos, que estabeleceu relação federativa com prefeitos de todos os partidos. “Se um prefeito é discriminado, quem perde é o povo”, disse.

Tarso citou ainda o índice de 12% de investimento em saúde pública, considerado histórico por ele, e contou que todos os prefeitos “têm reconhecido o aumento de repasses para a área”.

MAGISTÉRIO
Sobre o piso salarial dos professores, Tarso afirmou que nunca na história do Rio Grande do Sul o magistério teve um aumento como o recebido em seu governo. “Aqui no Rio Grande do Sul, o magistério teve um aumento de 76,6% em quatro anos. 50% em termos reais que foram disseminados na nossa força de trabalho”, ressaltou.

POLÍTICAS PÚBLICAS
Tarso apontou as políticas públicas para o desenvolvimento e crescimento do Estado como um dos maiores legados do seu governo. “Ao longo do nosso governo, produzimos uma série de políticas aqui no Estado, que nenhum governo tinha produzido. O esforço feito pelo governo do companheiro Olívio Dutra na agricultura familiar foi retomado por nós, porque eles tinham suprimidos programas como o Sabor Gaúcho, abandonando aquilo que tinha sido criado naquela oportunidade”, lembrou.

CRESCIMENTO DA RENDA
Finalizando o seu discurso na Praça Ricardo Leônidas Ribas, o candidato ao governo do Estado citou o crescimento na renda dos gaúchos, segundo ele, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “No Rio Grande do Sul, no ano de 2013, no ano mais importante do nosso governo, no nosso segundo orçamento, a renda dos trabalhadores e trabalhadoras gaúchas cresceu o dobro da renda do Brasil. Isso se origina de decisões, de políticas. E na base desse aumento estão projetos nossos como o Plano Safra, como o Programa de Microcrédito, como a atração de empresas para criar empregos e trabalho para os gaúchos”, disse Tarso.

LIDERANÇAS ENTREGAM DOCUMENTO
Assim como ocorreu durante a passagem dos demais candidatos ao governo do Estado pelo município, lideranças empresariais entregaram ao candidato Tarso Genro um documento contendo demandas consideradas fundamentais para o desenvolvimento da região. A reivindicação foi entregue pelo presidente da Associação Comercial, Industrial, Serviços e Agropecuária de Santo Ângelo (Acisa), Carlos Ely Júnior. Acisa, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) assinaram o documento.

Tarso encerrou seu discurso com uma mensagem de otimismo aos correligionários e simpatizantes. “O Rio Grande do Sul já deu muitos exemplos para o Brasil e vamos continuar dando exemplos. Vamos continuar construindo um novo país. Vamos continuar construindo um novo Rio Grande. Vamos a uma grande vitória”, concluiu o candidato.

Ontem (22), Tarso cumpriu agenda de campanha em Novo Hamburgo e São Leopoldo. Hoje a programação é em Porto Alegre. Às 18h20min, Tarso Genro participa, também na Capital, de programa na TV Pampa.

INÍCIO DO MANDATO
O atual governador licenciado também fez referência ao início do seu mandato e não poupou críticas aos seus antecessores. “O Rio Grande recebeu um governo, há quase quatro anos, que encontrou esta terra devastada. Crianças estudando em escolas de lata, a nossa querida Brigada Militar e os policiais, os nossos professores com seus salários miseráveis, arrochados, e a ausência completa de uma política de relacionamento com o governo federal que trouxesse para cá investimentos em obras, infraestrutura e em financiamento de projetos para a ciência e tecnologia”, declarou.

Sobre os movimentos sociais, Tarso Genro salientou que o seu governo tem por premissa o diálogo, diferentemente, na sua opinião, do antigo governo. “Os trabalhadores dos movimentos sociais, quando chegavam ao Palácio Piratini, eram recebidos pela Brigada Militar. Entre o governo e a sociedade se ergueu um muro de arbítrio. Faziam com que os trabalhadores da força pública, da Brigada, que estão aí para proteger a população, se transformassem em algozes do movimento social, porque era um governo que não dialogava com ninguém. Só com meia dúzia de grandes empresários”, criticou.