Emoção e saudade na missa em homenagem às vítimas da Boate Kiss

0
94

Solenidade especial, que aconteceu na Catedral Angelopolitana na noite de domingo (26), reuniu um gr

“A saudade é um lugar onde só chega quem amou” e “Justiça” foram algumas das frases em cartazes e banners colocados no altar da Catedral Angelopolitana, durante a missa em homenagem a um ano da morte de 242 pessoas na Boate Kiss.

A missa foi celebrada pelo padre Rosalvo Frey e contou com um grande público, formado por famílias e amigos das cinco vítimas santo-angelenses que morreram no dia 27 de janeiro de 2013, no incêndio da casa noturna, em Santa Maria.

Durante o culto, foram lembrados os nomes de Vinicius Uggeri (filho de Maria Denise Uggeri); Matheus Engers Rebolho (filho de José Rebolho, e Eligia Rebolho); Fernando Michel de Vogarins Parcianello (filho de Luciane Fátima de Vogarins e de Celestino Parcianello); Benhur Retzlaff Rodrigues (filho de Simone Retzlaff e Odenir Rodrigues); e Laureane Salapata da Silva (filha de Lauro Medeiros da Silva e de Janete Salapata da Silva).

Familiares com rosas brancas participaram da missa marcada pela emoção e a saudade. Na oportunidade, o padre Rosalvo Frey lembrou a imagem das vítimas e citou cada santo-angelense que morreu na boate, em virtude da imprudência e falta de equipamentos de combate a incêndio, no local. “Estes mortos estão mais vivos do que nunca para toda eternidade e permanecem no coração dos familiares e amigos. Todos se encontram no jardim definitivo onde jamais faltará alegria e amor”, frisou.

O padre também ressaltou que mesmo passado um ano, a tristeza permanece, mas que os pais desses jovens precisam olhar para frente, um olhar para Deus, relembrando uma conversa que teve com um dos pais das vítimas. “Uma página da vida foi interceptada, com vivências interrompidas. Mas juntos de Deus eles continuarão escrevendo sua história. Nossos jovens precisam ser protegidos”, completou.

CAMINHADA

Antes da missa teve uma caminhada envolvendo familiares, amigos das vítimas e estudantes. Eles circularam pelas ruas principais da cidade até chegarem à catedral, carregando rosas brancas.