Equipe multidisciplinar realiza inventário dos prédios históricos de Santo Ângelo

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Cerca de 80 prédios serão analisados pela equipe

Há um mês, uma equipe multidisciplinar vem realizando o inventário dos prédios históricos de Santo Ângelo com o objetivo de levantar quais prédios podem ser tombados como patrimônio histórico.

Orientados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – Iphae, a equipe tem a coordenação do arquiteto Paulo Tissot e da historiadora Débora Mutter, além dos acadêmicos da URI: Luana Bieger, do curso de História; João Vitor Gasparetto, Lawrence Cassel e Rafael Giovanelli, do curso de Engenharia Civil, e Tatiana Pinheiro, do curso de Arquitetura e Urbanismo, além do trabalho fotográfico de Fernando Gomes.

O intuito é a realização de um inventário de bens imóveis, analisados em suas dimensões urbanística, histórica, sociocultural e arquitetônica. Cerca de 80 prédios serão inventariados em Santo Ângelo. A equipe começou, primeiramente, com os prédios públicos, como o Museu Municipal, Prefeitura Municipal e outros.

Segundo a historiadora Débora Mutter, para preservar o patrimônio histórico do município é necessário conhecê-lo, por meio do inventário e de pesquisa em conjunto com a comunidade. “A equipe vai levantar as informações sobre os casarões, sobrados, igrejas, etc.. Essas informações serão postas em fichas com fotos. Depois de analisadas e discutidas com a comunidade, os bens serão selecionados para serem protegidos através do tombamento oficial, que é uma forma de proteger os imóveis” observa.

Porém, ela salienta que nem tudo o que está no inventário será tombado. “A população é que escolhe quais prédios serão tombados, e, tombamento não significa desapropriação. Significa apenas que, para qualquer intervenção nesses prédios será necessária uma autorização do órgão competente. O prédio que for tombado deve manter as características arquitetônicas originais. Para isso, existem, inclusive, incentivos econômicos aos proprietários”, salienta.

FASES

O arquiteto e urbanista Paulo Tissot esclarece que o projeto está sendo desenvolvido em duas fases. “Primeiro a pesquisa documental – historiográfica – e segundo, pesquisas de campo. O objetivo é a realização de um levantamento físico-arquitetônico do conjunto edificado na área delimitada para estudo, visando obter registros gráficos e fotográficos, além de dados sobre o lote, o tipo de implantação e a configuração arquitetônica das edificações. A equipe faz também o levantamento planimétrico e arquitetônico — com a elaboração de croquis de plantas, fachadas e composição de volumes — e o registro em ficha das condições físicas de cada imóvel”, complementa.