“Era um santo”, diz pároco Rosalvo Frey sobre dom Estanislau Kreutz

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Bispo emérito da Diocese de Santo Ângelo, dom Estanislau faleceu no domingo, aos 86 anos

O corpo do bispo emérito da Diocese de Santo Ângelo, dom Estanislau Amadeu Kreutz, foi sepultado na tarde de hoje (7), na cripta da Catedral Angelopolitana. Depois de um longo período de enfermidade, o bispo faleceu na noite de domingo (6), por volta das 22h20min, em sua residência, na Rua Marquês do Herval, onde residiu durante todo o seu bispado. Ele havia completado 86 anos no dia 1º.

Além da idade avançada, dom Estanislau estava com a saúde bastante debilitada e tinha acompanhamento médico em casa. Ele sofria com um câncer no pâncreas, diabetes e mal de Parkinson.

Seu corpo foi velado na Catedral durante manhã e tarde de hoje, com a presença de familiares, religiosos e comunidade, havendo missas em sua homenagem às 10h, conduzida pelo padre Léo Konzen, diretor do Instituto Missioneiro de Teologia, e às 15h30min, ministrada pelo atual bispo, dom Liro Vendelino Meurer. Na visão do pároco da Paróquia Anjo da Guarda, padre Rosalvo Frey, a entrega de dom Estanislau aos seus propósitos foi uma de suas marcas. “Era um santo, com dedicação integral à Diocese. Foi um grande inovador na evangelização, no testemunho de amor, sobretudo à igreja e ao povo, principalmente ao povo mais simples”, analisou.

TRAJETÓRIA
Dom Estanislau era natural de Santo Cristo, onde nasceu em 1928. Estudou Filosofia e Teologia em São Leopoldo, orientado pelos padres jesuítas, e fez seu doutorado em Teologia Sistemática na Universidade de Santo Tomás, em Roma. Além do português, o bispo tinha fluência em alemão, espanhol, inglês, italiano, francês e polonês, além de conhecimento em latim e grego.

Ele foi ordenado presbítero no dia 28 de novembro de 1954 e, em junho de 1972, nomeado bispo auxiliar de Santo Ângelo, pelo papa Paulo VI. Recebeu a ordenação episcopal no dia 17 de setembro do mesmo ano, em Santo Cristo, e em 1973 foi nomeado bispo diocesano para toda a Diocese missioneira, ministério que exerceu até junho de 2004.

O padre Léo Konzen enalteceu o “grande pastor” que o bispo emérito foi. “Foi um ser humano simples, ao qual todo mundo tinha acesso. Como bispo, foi um grande pastor, com dedicação total à Diocese, em 31 anos como bispo e mais dez como bispo emérito”, declarou.

Roque e Anita Kreutz, dois dos 12 irmãos que dom Estanislau teve, destacaram o carisma e a atenção com que o bispo emérito se relacionava com as pessoas. “Era atencioso e muito devoto. Foi um homem perseverante”, disse Anita, moradora de Santa Rosa. “A convivência dele com a família era muito harmoniosa, alegre, fraterna. Era um homem divertido, que sempre tinha muita história para contar. Foi uma pessoa de paz, doação, partilha. Tudo o que ele tinha ‘era dos outros’; ele não tinha nada”, expôs Roque, que reside em Florianópolis.