Escola Estadual Herbert de Souza encerra atividades letivas de 2016

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Neste ano, a temática “Não dá Nada” foi abordada nos componentes curriculares No último dia 23 de dezembro, a E.E.E.M. Herbert de Souza encerrou as atividades letivas com os educandos. Durante 2016 foram realizadas diversas atividades visando fomentar a socialização, a construção de aprendizagens e o protagonismo dos alunos, com o fim de oportunizar a reinserção na sociedade, aptos a exercerem plenamente sua cidadania, seus direitos e seus deveres.
A diretora da escola, professora Gislaine Maria Gomes Jacques, explica que no decorrer deste ano, o tema explorado foi “Não dá Nada”. Em todos os componentes curriculares foram abordados assuntos relacionados à temática, buscando conscientizar os adolescentes que toda ação gera uma consequência e que comportamentos irresponsáveis e em conflito com a lei trazem consequências ao sujeito da ação, às vítimas, às famílias dos envolvidos e à sociedade como um todo.
Na disciplina de Seminário Integrado, os alunos do Ensino Médio elegeram alguns temas relacionados ao Projeto “Não dá Nada”, como violência no trânsito, HIV, gravidez na adolescência, drogas e população carcerária. No componente, os alunos realizaram pesquisa sobre os temas para coleta e análise de dados, após, redigiram e formataram os textos e apresentaram aos colegas, oportunidade em que puderam ampliar e elaborar conhecimentos científicos a respeito desses assuntos presentes na vivência dos adolescentes internos da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul (Fase). Conforme o educando E. M. C., do 2º ano do Ensino Médio, a pesquisa foi de grande valia, “quando apareceu o assunto da população carcerária brasileira, eu me identifiquei e quis pesquisar sobre ele. Ficou claro que este é um assunto muito polêmico, mas que é deixado de lado. O Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo. As penitenciárias são os berços dos crimes, que, ao invés de reintegrar o indivíduo na sociedade, transforma-o num verdadeiro bandido. O Brasil tem um número muito alto de prisões preventivas, onde o indivíduo fica nove meses preso por crimes com pouca gravidade e tem contato com facções criminosas e acaba virando um ‘soldado do crime’. A pesquisa que fiz deixou claro que os métodos adotados no Brasil não servem para combater a criminalidade.”
Conforme a diretora, outras atividades que desafiaram os educandos foram as de confecção de artesanato, oferecidas nas aulas de Artes. Além de alcançar os objetivos propostos no Plano de Trabalho do componente curricular, essas atividades constituíram-se também em geração de renda aos adolescentes, que puderam confeccionar e vender seus trabalhos. Para a professora Gislaine, os resultados obtidos na culminância do ano são uma resposta positiva ao envolvimento e comprometimento de toda a equipe diretiva, professores e funcionários do educandário e do desejo dos educandos de responder aos desafios que lhes foram propostos. Sua expectativa para o próximo ano é de que se possa imprimir ainda mais qualidade na educação e formação dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Santo Ângelo, para que esses possam reintegrar-se efetivamente na sociedade.