Escola para adolescentes infratores comemora 15 anos

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Educandário possui 23 alunos estudando na modalidade EJA – fundamental e médio

 Os 15 anos da Escola Estadual Herbert de Souza, instalada no Centro de Atendimento Sócioeducativo (Case), foram comemorados na tarde de quinta-feira (18), com a presença da presidente estadual da Fundação de Atendimento Sócioeducativo (Fase), Joelsa Mesquita.

A programação contou com pronunciamentos de autoridades, apresentações de alunos e professores do Case de Santo Ângelo, coquetel e a encenação da peça teatral “Fagundes na Semana Farroupilha” realizada por alunos da Escola Bento Gonçalves, inserida no Case de Novo Hamburgo.

A Escola Herbert de Souza funciona na modalidade EJA – ensinos fundamental e médio – e seus 23 educandos são adolescentes e jovens com idade entre 12 e 21 anos, em conflito com a lei, que cumprem medida socio-educativa em meio fechado.

As aulas ocorrem nos turnos da manhã e tarde seguindo as disciplinas do EJA. No turno inverso, os educandos participam de aulas de educação física e oficinas. “Aqui a relação entre professor e educando é muito boa. Ser professor nesta escola que tem como patrono o Betinho (apelido de Herbert de Souza) é muito difícil, porém, gratificante”, destaca o diretor do educandário João Tarcísio Schneider.

O diretor do Case, Dalmir Ledur, falou que a escola e o Case jamais podem se separar. “Devem sempre andar juntos. Esta parceria ajuda na ressocialização”, observa.
A presidente da Fase, Joelsa Mesquita, disse que a educação faz parte da socioeducação. “Apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia, saio daqui feliz, sabendo que as coisas que são realizadas aqui fazem toda a diferença. A gente acredita que as pessoas podem mudar. Eles não nasceram bandidos, mas a falta de um pai, de uma mãe ou a exclusão da escola por motivos de comportamento são fatores que levam a violência”, salienta.

Joelsa Mesquita se mostrou preocupada ao falar que dos 910 adolescentes que hoje estão em 13 unidades de internação e 12 de semiliberdade apenas 5% está cursando o ensino médio e o restante está na 4ª ou 5ª série.

Para mudar esta realidade, Joelsa diz que está buscando parceria com a Secretaria Estadual de Educação para ampliar o EJA em unidades onde ainda não há esta modalidade de ensino.