Escolas estaduais de Santo Ângelo ficaram acima da média estadual no último Ideb

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Avaliação ocorre a cada dois anos e é um indicador da qualidade do ensino no Brasil

As escolas estaduais de Santo Ângelo e região ficaram acima da média do Rio Grande do Sul no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb.

A média atingida por alunos de 4º e 5º anos ficou em 5.3 pontos, enquanto no estado a média ficou em 5 pontos. Os alunos de 8º e 9º anos de Santo Ângelo ficaram com média de 4.3. Já no estado, a média para esta faixa escolar foi de 4 pontos. Os números foram divulgados pelo Governo Federal na última semana.

De acordo com Adelino Seibt, coordenador regional de educação da 14ª CRE de Santo Ângelo, a maioria das escolas da região atingiu a média estadual. “Algumas escolas atingiram bons índices, como o Onofre e o Missões, que ficaram com 6 pontos. O Getúlio Vargas e o João de Castilho, que é uma escola de Salvador das Missões atingiram 5,8 pontos”, observa.

Uma surpresa nesta avaliação do Ideb foi o fraco desempenho do Ensino Médio gaúcho, que ficou com uma média de 3.4 pontos, dois pontos a menos que na última avaliação, realizada em 2009. “O estado já tinha ciência do desempenho na avaliação pelo Ensino Médio, que foi feita por amostragem, por isso implantou o Ensino Médio Politécnico. Acreditamos que no próximo Ideb o desempenho será melhor, já que o conteúdo será aplicado a realidade.

Matemática e Português, que são as duas disciplinas avaliadas, serão aplicadas de acordo com a realidade dos estudantes”, complementa.

De acordo com Seibt, as escolas que atingiram um baixo índice no Ideb, nesse e em outros anos de avaliação, possuem programas de incentivo dos governos para melhorar o sistema educacional. “Elas recebem recursos para melhorar o material didático e pedagógico, além de participar de programas como o Escola Aberta e o Mais Educação. Então, acredito que nas próximas avaliações o desempenho passe a ser melhor também nessas escolas”.

O coordenador regional de educação explica que o Ideb serve como amostragem do Ensino no Brasil, mas não é a única nem a melhor forma de se avaliar a educação. “Para termos uma visão real do ensino, seria interessante avaliar os outros conteúdos, além de Português e Matemática”, avalia.

Entenda o Ideb

– Em 2007, foi criado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb ). O indicador, que mede a qualidade da educação, foi pensado para facilitar o entendimento de todos e estabelecido numa escala que vai de zero a dez. A partir deste instrumento, o Ministério da Educação traçou metas de desempenho bianuais para cada escola e cada rede até 2022.

– O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

– O Ideb Sintetiza dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb e a Prova Brasil.

– A Secretaria Estadual de Educação, em seu site, publicou uma nota de esclarecimento sobre os resultados do último Ideb. Entre os assuntos comentados, está o fraco desempenho do Ensino Médio:

“No Ensino Médio a realidade encontrada em 2011 foi muito grave: falta de identidade e de significado para os estudantes, o que resultou em altos índices de abandono e repetência, razões pelas quais houve a reestruturação curricular do Ensino Médio em 2012, adequando o currículo as Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação, de modo gradativo até o ano de 2014”, disse a nota.