Esgoto prejudica água do Rio Ijuí em Santo Ângelo e Ijuí

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Informação foi anunciada durante apresentação do diagnóstico da água na quinta-feira

O diagnóstico da água da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí apresentado na manhã de quinta-feira (19), na URI Santo Ângelo, mostra que dos 37 municípios da região por onde cruza o Rio Ijuí, as águas que passam por Santo Ângelo e Ijuí são as que possuem menor qualidade.

A informação foi prestada pelo presidente do Comitê, Luis Alberto de Almeida Persigo, ao afirmar que os responsáveis pelo estudo chegaram à conclusão de que a falta de tratamento de esgoto é que tem prejudicado a qualidade dos mananciais.

Nesses municípios foi identificada a elevação nos teores de DBO (matéria orgânica), coliformes fecais e nutrientes. Em alguns pontos foi percebida a influência das cargas oriundas de rebanhos e do mal manejo dos solos, resultando em altos teores de coliformes e turbidez.

Também se tentou detectar a presença de princípios ativos de defensivos agrícolas, mas não se obteve nenhum resultado positivo a este respeito. “O plano de bacia é um dos instrumentos mais importantes no gerenciamento de bacias hidrográficas. É a partir daí que projetamos a curto, médio e longo prazo os desejos da população e dos usuários da bacia. Através do estudo podemos visualizar ao longo do tempo formas de prevenção e manutenção dos recursos hidrícos, em quantidade e qualidade, atendendo a toda a população”, destaca Luis Persigo.

Para a construção do diagnóstico foram utilizadas duas fontes de informação: o monitoramento pela Profill – responsável pelo estudo (com coletas em sete pontos distribuídos pela Bacia, em duas campanhas – junho e setembro de 2011) e os dados disponibilizados por usuários (algumas Usinas Hidrelétricas, a Corsan, a URI Santo Ângelo e a Prefeitura de Panambi).

Na Classificação de Qualidade da Água e Usos, Santo Ângelo é considerado classe 2, que significa possuir abastecimento doméstico após tratamento convencional (decantar, filtar e usar cloro); proteção de comunidades aquáticas; recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho); irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e jardins; pesca e aquicultura.

O estudo também apresentou de onde vem a maior parte do esgoto que desagua no rio Ijuí. O Rio Conceição, próximo a Cruz Alta; o Rio Itaquarinchim, em Santo Ângelo; o Rio Fiúza, em Panambi, e o rio Potiribu, em Ijuí, são os que mais apresentam problemas em função da falta de tratamento do esgoto sanitário.

A Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí pertence à região hidrográfica do rio Uruguai. Suas nascentes ficam em Santa Barbará do Sul. A área total da bacia é de 10,7mil quilômetros quadrados
O estudo realizado pela Profill durou dois anos.