Especial 37 anos do JM: Anos 80, Jornal transpirava democracia na sua redação

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Pedro Belmonte

Minha relação com o jornal começou no ano de 1984, quando fui honrado pelo amigo e então vereador, Adroaldo Mousquer Loureiro, seu fundador e diretor. Estávamos jantando com alguns amigos no restaurante do Hotel Avenida, quando ele me surpreendeu com o convite a ser editor do jornal, que havia fundado pouco menos de um ano antes com a esposa Neiva e o sogro Marcelino Debacco. Por aqueles dias o JM apagaria sua primeira velinha.

Foram meses trabalhando ao lado de Adroaldo, Neiva, Heron, Isac, Fernando, Kuntz e o pessoal da gráfica, na época na Avenida Brasil, quase esquina Getúlio Vargas. O jornal transpirava democracia na sua redação. Espaços generosos eram abetos a opinião pública, mesmo que as vezes não refletissem a sua linha editorial ou filosófica.

Foram marcantes no período a integração jornal-comunidade, principiado com a campanha institucional objetivando a reestruturação material e de efetivos do Corpo de Bombeiros. Após esse trabalho em torno dos problemas enfrentados pela então Subsecção de Combate a Incêndio, Santo Ângelo se beneficiou com o rebaixamento do custo de seguros contra incêndios, recebeu efetivos, equipamentos e viaturas.

Minha passagem pelo JM me proporcionou colocar em prática o jornalismo comunitário, voltado visceralmente aos problemas do município, apontando soluções e estreitando o relacionamento entre leitores, anunciantes e sua direção. Foram duas as minhas participações no jornal. A primeira em 1984 e a última em 1987.

Tanto em um ano como no outro a imprensa santo-angelense preparava-se para migrar a modernidade, aposentando velhos métodos de editoração e redação, o que me proporcionou viver e contribuir, na sua totalidade com esse tempo em que um findava e outro era iniciado, em termos editoriais-gráficos.

O que permanece no JM de hoje, passados 37 anos, é que não perdeu de vista as suas raízes e a notícia de esquina, que fidelizam leitores e formam parcerias comerciais.

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