Especial 37 anos JM: Raíza Goi, ‘Sou grata ao aprendizado pessoal e profissional que obtive’

0
310
Raíza e o cão Gucci, da patrulha canina, em reportagem especial que fez no 7° RPMon. Foto: Arquivo pessoal

Iniciei minha trajetória no Jornal das Missões no ano de 2015, por indicação da colega de profissão Marília Munaretto. Naquele ano, havia trabalhado como assessora de imprensa na Fenamilho Internacional, quando tive o meu primeiro contato com a comunidade santo-angelense, considero que este trabalho também abriu portas para que eu pudesse atuar no jornal. Fui repórter no querido JM até 2017, com atribuições como produção de matérias, entrevistas, diagramação, cobertura e divulgação de eventos, fotografia e correção.

Naquela oportunidade, fui contratada como responsável pela editoria de Esporte do jornal. Até lembro que na minha entrevista de emprego questionaram se eu “me importaria” em escrever sobre o assunto. Amo esporte, inclusive, minha paixão pelo futebol é o motivo pelo qual sou jornalista. Obviamente adorei a ideia. Além desta editoria, era responsável também por fazer diferentes reportagens de outros assuntos. Mas, claro, a página destinada ao esporte era a minha “menina dos olhos” – às vezes eram as páginas, pois realmente tínhamos muito conteúdo e muito o que mostrar sobre o esporte santo-angelense.

REPÓRTER ESPORTIVA

A riqueza histórica do futebol do município com os antigos times do Tamoyo, Grêmio e Elite que formaram a SER Santo Ângelo, as disputas na Divisão de Acesso e depois na terceira divisão do Campeonato Gaúcho, o futebol feminino, diferentes projetos esportivos e sociais realizados em Santo Ângelo. Todos esses assuntos recheavam o minha rotina como jornalista. Até escrevia uma coluna chamada “Por onde anda”, destinada a contar a história de antigos atletas santo-angelenses e sua atual atividade.

A partir do trabalho como repórter tive a oportunidade de me aproximar muito da comunidade, das pessoas, das entidades, das equipes… o que considero a parte mais importante do jornalismo em um veículo de comunicação. Sempre me senti parte da comunidade de Santo Ângelo, que me acolheu tão bem.

JORNALISMO

O jornalismo tem uma missão a cumprir com a sociedade, um serviço de extrema importância a prestar para seu público. No JM sentia essa responsabilidade na prática diária. Para além de divulgar ações e projetos positivos, a comunidade procura o jornal para conseguir dar voz a seus problemas.

E foi isso que sempre me encantou: escrever as reportagens levantando debates importantes localmente e perceber que nossas palavras (que deram voz a alguém ou a alguma entidade) foram lidas, que o problema foi considerado e entrou em discussão, que muitas vezes as demandas foram solucionadas e se não foram, pelo menos passaram a existir aos olhos de alguém ou das autoridades responsáveis.

O jornalismo, e principalmente o jornalismo local, tem este dever a cumprir com a nossa comunidade. É promovendo este acesso à informação que nós jornalistas contribuímos com o desenvolvimento e com a transformação de uma comunidade. Além disso, em tempos de tantas informações falsas (as chamadas fake news), é preciso lembrar e destacar a importância da veracidade na produção jornalística, através da produção de reportagens com checagem de informações e divulgação de dados verdadeiros.

Tudo isso se reflete na credibilidade (ou na falta dela) de um veículo de comunicação.

APRENDIZADO

Sou muito grata ao grande aprendizado pessoal e profissional que obtive ao atuar no Jornal das Missões por este período. Grata em especial a todos os colegas de trabalho da redação, diagramação, gráfica, comercial, financeiro, recepção, circulação e direção. Pessoas que se empenham diariamente para prestar este importante serviço para a comunidade.

Parabéns ao JM pelo aniversário, espero que siga por muitos anos dando voz aos santo-angelenses.

Atualmente sou assistente de Comunicação e Marketing na Sicredi das Culturas RS/MG, em Ijuí.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here