Especial 37 anos JM: Tiarajú Goldschmidt, JM marca um período de aprendizado importante

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Tiarajú com a esposa Carolina e a filha Isabela, hoje com 9 meses. Foto: Arquivo pessoal

Tenho muito orgulho de ter atuado no Jornal das Missões por um período de quase cinco anos (2009-2014). Cheguei ao JM graças à confiança do saudoso Adroaldo Loureiro e do Beto, que apostaram em mim como editor, aos 19 anos, na metade da graduação em jornalismo e com pouca experiência. Eu era quase recém-chegado a Santo Ângelo, havia trabalhado em outros jornais menores na região e tive uma grande oportunidade de crescimento no Jornal das Missões. É um lugar que me marcou pelo aprendizado, pela sensação de dever cumprido após o fechamento de cada edição e pelas amizades que mantenho ainda hoje.

Foi um período de transição, em que tivemos que nos adaptar às novas mídias, à informação divulgada de forma mais instantânea, à crise que afeta os jornais impressos no mundo todo, às mudanças na equipe. Os funcionários e colaboradores, aliás, sempre foram e são motivo de orgulho para a direção.

Acredito que conseguimos cumprir com os ideais democráticos propostos no primeiro editorial do JM, publicado em 1983, ao dar voz aos setores produtivos como agricultura, indústria, comércio e serviços; à cultura e suas diferentes manifestações, como a literatura, a dança, a música e o carnaval; à educação nos níveis fundamental, médio e superior, dando espaço no jornal à produção do conhecimento; à saúde, tanto ao usuário quanto ao gestor; ao esporte, cobrindo principalmente as equipes locais; ao setor público, divulgando as ações de diferentes cores partidárias e o impacto que trazem para o cidadão.

Buscamos trazer para a realidade local os grandes temas do país, sempre procurando um ponto de vista próximo de nós, que conhecesse a realidade das Missões para analisar que consequências teria para Santo Ângelo a publicação de uma lei ou outra decisão nacional ou estadual. Divulgamos as boas e as más notícias envolvendo empresas, entidades e pessoas, sempre utilizando como critério o interesse público.

Cobrimos campanhas eleitorais locais e nacionais; eventos como o Canto Missioneiro, o Festival Cidade das Tortas e a Fenamilho; a expansão de indústrias como a Fundimisa e a Alibem; a conquista e a inauguração do Instituto Federal Farroupilha; o “boom” da construção civil e a realização da casa própria para centenas de pessoas; os novos serviços do Hospital Santo Ângelo e a implantação do Hospital da Unimed; os altos e baixos da SER Santo Ângelo e da Asaf; enfim, foram cerca de 250 edições do Jornal das Missões, cadernos especiais e revistas, feitas com esmero por toda a redação.

Procuramos sempre dar espaço ao contraditório, aos dois ou mais lados da notícia, e informar o leitor com responsabilidade. Numa época em que os cliques são a meta dos sites de notícias, conseguimos criar conteúdo sem nos render ao sensacionalismo.

Vejo que o JM continua se adaptando aos novos formatos e que a credibilidade conquistada ao longo dos 37 anos se mantém. Nesse período de pandemia em que vivemos, é notória a importância da mídia tradicional na divulgação da informação correta e checada. É nos jornais, nas rádios, na televisão e nos sites sérios que o brasileiro confia para se informar.

Continuo acompanhando o Jornal das Missões à distância onde resido, em São Miguel do Oeste, desde agosto de 2014. Aqui trabalho como agente de comunicação social da Câmara de Vereadores e vivo com a esposa Carolina e com a filha Isabela, de nove meses. Agradeço a todos os leitores que nos acompanharam todas as terças, quintas e sábados com o jornal fresquinho na mão.

 

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