Especial JM 37 anos: Leitores representam o combustível do colunista e do jornal

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Renato Schorr

Minha relação iniciou no 26 de maio de 2001, quando em mais visita ao JM, levando alguns troféus conquistados pelo CTG 20 de Setembro, no qual estava como patrão, o diretor do jornal, na ocasião, Eduardo Debacco Loureiro, (hoje deputado estadual), expressou o seguinte: “porque não assumes uma coluna para publicar as conquistas do CTG 20, já que toda semana vens aí com um punhado de troféus”. Embora não soubesse, na ocasião, o tamanho do compromisso, aceitei o espaço.

Já se passaram muitos dias! Bem, desconhecíamos da profundidade das relações entre jornal e o leitor. Quanta intimidade… Certo dia, um cidadão humilde, um chapeador de automóveis, desconhecido, até então, referiu: “Então você é o Renato Schorr, que tem uma coluna no JM?”

Confirmei.

“Sou seu leitor!”, completou o homem.

Aí percebi o alcance do Jornal. Creio, esse foi o momento do arrepio. Cidadão simples, dizendo-se meu (nosso) leitor.

Noutra ocasião, ao longo do BR-285, num ramo comercial, o proprietário, conhecido de tempos, chegou questionando: “Continuas escrevendo no JM? Quero ler tua coluna. Pede para me enviarem nesse endereço.”

Tudo se resolveu, ele voltou a ler o JM.

Outro fato, estava desembarcando na rodoviária de Porto Alegre, e um leitor ligou, perguntando-nos, onde encontraria o livro do qual estava servindo subsídios, relativo aos textos da coluna.

Ainda, entre tantos momentos, a poucos dias, um leitor fez menção a algumas palavras chaves de texto recente, evidenciou a profundidade alcançada em algo singelo da natureza.

Destaco também, uma leitora norte-americana que passou a corresponder-se conosco, em face da leitura do poema: “Vestígios de Paredes”.

Há inúmeros relatos a destacar, peço escusas aos leitores inominados, eis que eles representam o combustível do colunista e do próprio jornal.

 

 

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