Estiagem causa quebra de 10% na lavoura de soja em Santo Ângelo

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As chuvas esparsas estão preocupando produtores que já começam a calcular prejuízos

 A irregularidade das chuvas vem afetando as lavouras de soja de Santo Ângelo e agricultores começam a calcular os prejuízos na safra. Enquanto em algumas localidades do município a cultura não foi afetada em decorrência da boa média de chuvas, em outras áreas localizadas no Distrito Buriti, Atafona e Ressaca Buriti a expectativa de colheita é reduzida. Dados do Conselho Municipal de Estatística Agropecuária (Comea), divulgados na quinta-feira (7), revelam que a quebra já chega a 10% nas lavouras de soja. A previsão era de 40 sacas por hectare.
O técnico da Emater, Diomar Formenton, explica que em localidades como Restinga Seca, Lajeado Cerne, Lajeado Micuim e parte do Distrito Comandaí a última precipitação pluviométrica foi de 30 a 40 milímetros. “Um número positivo que garante uma boa expectativa na safra de grãos”, observa.
Em outras localidades, porém, a realidade é diferente. Na propriedade de Domingos Stochero Filho, na Barra do São João, a situação é desalentadora. Segundo o agricultor, cuja renda depende apenas da lavoura, a quebra chega a 50% e o número do prejuízo poderá ser aumentado nas próximas semanas. “É um momento difícil aqui na nossa comunidade. As últimas pancadas de chuva aconteceram no mês de dezembro. Não tenho o que dizer numa hora dessas”, afirma.
Formenton explica que a preocupação é grande tendo em vista que a falta de chuva ocorre num momento crucial em que planta está na fase de floração e formação da vagem. “A falta de água nessa fase pode diminuir a produção e até mesmo ocasionar a perda total da lavoura”, observa.
CHUVAS
Apesar da situação difícil em algumas lavouras, a média desse ano, em algumas localidades é melhor do que o ano passado, numa comparação com a média de chuva da região em janeiro de 2012, que foi de 43 milímetros. Dados fornecidos pela Emater revelam que a média mensal do mês de janeiro em Lajeado Micuim chegou a 122 milímetros, Atafona 114, Cristo Rei 139 e no Comandaí 135.
REGIÃO
Na região, a média de chuva variou no mês de janeiro. Em Entre-Ijuís foram 198 milímetros, Guarani das Missões 200, Roque Gonzales 104, São Paulo das Missões 140, São Pedro do Butiá 133 e Mato Queimado 148 e no Parque Industrial de Santo Ângelo o número foi o menor, 91 milímetros. Neste mês, a média na área de abrangência da Cotrisa, foi de 145 milímetros.
No mês de fevereiro, a média regional de precipitação pluviométrica diminuiu. Em Entre-Ijuis, o número caiu para 28 milímetros, Guarani das Missões 28, Roque Gonzales 5, São Paulo das Missões 0, São Pedro do Butiá 1, Mato Queimado 10 e o Parque Industrial de Santo Ângelo 11.