Estudos sobre usinas hidrelétricas de Garabi e Panambi devem ficar prontos até junho de 2014

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Eletrobras garantiu que a companhia dará todas as garantias de compensação sócio-ambientais

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) promoveu, em fevereiro, reunião de trabalho para discutir o estágio atual do plano de geração de energia da Eletrobras até 2020. O diretor de geração da companhia, Valter Cardeal, detalhou o cronograma do complexo de usinas hidrelétricas no Noroeste gaúcho, batizadas de Garabi e Panambi. O dirigente informou que a empresa trabalha na obtenção de informações de campo e medições técnicas para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). Segundo Cardeal, o trabalho deve ser finalizado até junho de 2014. “Vencida esta etapa, partiríamos para licitação das obras de construção das barragens, o que só deve ocorrer em 2015 numa perspectiva mais realista”, ressaltou Cardeal.

Juntas, as hidrelétricas de Garabi e Panambi terão capacidade instalada de 2.200 MW e podem desalojar mais de 12 mil pessoas, alagando uma área aproximada de 73 mil hectares ao longo do rio Uruguai. A obra faz parte de um acordo entre a Eletrobras e a empresa argentina Emprendimientos Energéticos Binacionales S.A. (Ebisa). No lado brasileiro, o empreendimento alagaria os municípios de Garruchos, Porto Xavier e Porto Mauá. O diretor de geração da Eletrobras garantiu que a companhia dará todas as garantias de compensação sócio-ambientais. “Essa discussão será feita de forma pública e transparente”, garantiu Cardeal. As audiências públicas com as comunidades afetadas começarão somente após a conclusão do EIA-RIMA.

Para o presidente da CINDRA, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a construção do completo Garabi-Panambi não pode repetir os erros cometidos em outros empreendimentos, como em Belo Monte (PA). “Temos que evitar a judicialização desse processo através de um debate de alto nível, que traga critérios claros de compensações, indenizações e reassentamentos. A questão ambiental deve estar muito bem resolvida, com a preservação do Salto do Yucumã, que é um patrimônio da região”, destacou o parlamentar. Para ele, a energia hidrelétrica é a matriz energética mais competitiva para o Rio Grande do Sul. “O custo de geração é dez vezes menor do que as térmicas”, defendeu o parlamentar. A conclusão das duas barragens está prevista para 2019.