Excesso de umidade e chuvas têm prejudicado o plantio de trigo

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Plantio alcançou 60% da área total. Em igual período do ano passado, processo já estava em 90%

O plantio de trigo em Santo Ângelo não tem ocorrido como os produtores esperavam. O excesso de umidade e as chuvas têm atrapalhado o processo, que neste momento está em 60% da área total que será cultivada nas lavouras da cidade, de acordo com o chefe do escritório municipal da Emater, o engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues. Ele lembra que, no mesmo período do ano passado, o plantio alcançava 90% das lavouras.

Em Santo Ângelo, será plantada uma área total de 17.500 hectares, número 7,3% maior que o da safra anterior. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático, um estudo do Ministério da Agricultura, prevê que em Santo Ângelo a melhor época para o plantio do trigo é entre 21 de maio e 10 de julho. No estudo, são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares.

Também, a falta de luz solar tem prejudicado o desenvolvimento do trigo já plantado. “Um dos motivos que levam os produtores a estarem preocupados é que os financiamentos levam em conta o período previsto no Zoneamento Agrícola, então eles estão ansiosos para concluir o plantio dentro desses dias”, expõe o engenheiro agrônomo.

IDEAL É TEMPO SECO NOS PRÓXIMOS DIAS
Álvaro reitera, por outro lado, que as dificuldades causadas pelas condições climáticas não significam, até o momento, prejuízo – a expectativa de produtividade se mantém em 45 sacas por hectare. No ano passado, quando Santo Ângelo teve a maior safra de trigo de sua história, a produtividade fechou em 61 sacas por hectare. “O ideal é que nos próximos dias tenhamos tempo seco, com bastante luminosidade, para favorecer o plantio e o desenvolvimento da cultura. Acredito que, se as condições climáticas melhorarem, dentro de uma semana ou dez dias o plantio poderá ser concluído”, analisa.

Quanto à soja, a estimativa é de que a safra tenha movimentado mais de R$ 89,5 milhões no município. O cálculo leva em conta a área cultivada, de 36.700 hectares, a produtividade obtida, de 40 sacas por hectare, e o valor médio da saca, que na quarta-feira (17) era de R$ 61.