‘Existe uma carência de prevenção nas escolas públicas de Santo Ângelo’

0
107

Comandante do Corpo de Bombeiros, major Luiz Augusto Chagas, comenta sobre a necessidade de PPCI

Desde 2013, o Ministério Público exige que escolas públicas contem com a implantação de um Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCIs) visando garantir dias mais seguros e tranquilos para alunos, professores e funcionários.

ESCOLAS ESTADUAIS
Se na teoria a medida era bastante promissora, na prática vem deixando a desejar, já que em Santo Ângelo apenas as instituições privadas contam 100% com os PPCIs. Nas escolas estaduais, de acordo com a coordenadora da 14ª Coordenadoria Regional de Educação, Tania Santiago, os avanços vêm acontecendo gradativamente devido ao alto custo dos equipamentos de segurança. “Todas as escolas estaduais aqui de Santo Ângelo possuem os equipamentos básicos, as adequações estão ocorrendo aos poucos, pois esse é um investimento caro e temos algumas demandas mais urgentes. Até o momento dez escolas aqui do município foram contempladas com recursos para compra de equipamentos emergenciais e outras duas, além dos emergenciais, receberam corrimões, rampas, portas especiais e para raios”, explicou.

ESCOLAS MUNICIPAIS
Já sobre as escolas municipais, a secretária municipal de Educação, Rosa Maria de Souza, relatou que 2015 foi o ano em que os  PPCIs foram encaminhados para elaboração de projeções para que, no ano que vem, possam sair do papel. “O projeto depende de cada escola, já que cada uma tem sua edificação e um valor a ser investido. Apesar de elas possuírem os materiais básicos de segurança, como extintores e entradas e saídas regularizadas, elas não têm um Plano concluído. Dez das 41 escolas municipais não precisarão de mais equipamentos no ano que vem, já têm tudo encaminhado, mas temos um engenheiro contratado que está acompanhando as necessidades para, no ano que vem, encaminhar os alvarás”, destacou.

FISCALIZAÇÃO
O comandante do Corpo de Bombeiros de Santo Ângelo, major Luiz Augusto Chagas, explica os papeis do órgão frente aos PPCIs. “Temos uma missão fiscalizadora, de  verificação e de emitir um alvará às escolas ou não. Há muito tempo fazemos um chamamento ao governo do Estado e aos prefeitos em exercício para que levem em consideração a segurança das pessoas que estão alí para estudar ou trabalhar. Embora prevenção por si só seja algo realmente caro, não há como evitar esforços quando este é o assunto”.

PREVENÇÃO
Major Chagas garante que é missão das direções das escolas solicitar um Plano de Prevenção e Combate à Incêndios completos. “Nós consideramos completo quando tem alvará, pois é aí que poderemos fazer as inspeções, as verificações e saber das necessidades de melhorias nas escolas. Existe uma carência de prevenção nas escolas públicas de Santo Ângelo e os órgãos responsáveis precisam se adequar, independente das dificuldades. Às vezes só aprendemos com a dor, após um fato acontecido, porém, precisa ser o inverso”, completa.