Falta de chuva já provoca 10% de quebra no milho

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Já em lavouras que utilizam irrigação, em Santo Ângelo, há estimativa de produtividade média de 200

 A escassez de chuva já está provocando danos nas lavouras de milho, em Santo Ângelo. Segundo o chefe do Escritório Municipal da Emater, engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues, a última vez que choveu na cidade foi no dia 7 de dezembro (23 milímetros). O levantamento foi feito com base nos sete pluviômetros espalhadas pelo interior. A média de chuva ideal para o mês de dezembro seria de 129 milímetros. 

Essa falta de chuva já acarreta quebra de 10% nas lavouras. No município, foram plantados 4,7 mil hectares do grão. A estimativa de produtividade média, que inicialmente era de 70 sacas por hectare, já caiu para 63 sacas por hectare. “As chuvas foram bastante irregulares, ou seja, em algumas localidades choveu razoalmente bem e em outras, praticamente não choveu nada”, observa Rodrigues.

As localidades que registram as maiores perdas são: Rincão dos Roratto, Distrito União, Cristo Rei, Comandaí, Rincão dos Mendes e Atafona. Na propriedade de Juscelino e Terezinha Buzinello, na localidade de Cristo Rei, a plantação de milho de seis hectares está 90% perdida. Na segunda-feira (12), o casal, inclusive, encaminhou o pedido de Programa de Garantia da Atividade (Proagro). “Aqui já não chove há mais de 40 dias. Está horrível, o milho já está todo ‘sapecado’”, lamenta Teresinha.

Agricultores que investiram em irrigação vivem uma situação bem mais tranquila. É o caso de Rafael Moreno, que possui lavoura na localidade de Rincão do Sossego. Em 2004, após viver o drama das perdas registradas em duas estiagens consecutivas, implantou a irrigação com água de açude. O resultado é estimativa inicial de produtividade de 200 sacas de milho por hectare, na atual temporada. “Essa foi a melhor ideia que já tive para evitar as perdas na minha lavoura. Por enquanto, não posso dizer que estou tendo problema pela falta de água porque estarei mentindo”, ressalta.

Em Santo Ângelo, 80% das lavouras de milho encontram-se na fase de formação e enchimento de grãos. Para a Emater, o momento é de preocupação, pois, é nessa etapa que a plantação mais precisa de chuva.