Fórum regional discute novas metas para melhorar a educação infantil nas Missões

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Atualmente o RS tem um dos piores índices de qualidade na educação de crianças até 5 anos

Buscar a constante qualidade da educação. Este é o objetivo do 2º Fórum de Educação Infantil das Missões que começou nesta quarta-feira e termina hoje na Universidade Regional Integrada (URI). A promoção é do Movimento Interforuns de Educação Infantil do Brasil (Mieib) e organização da Secretaria Municipal de Educação de Santo Ângelo.

O evento conta com a participação de professores dos 48 municípios integrantes da Associação do Municípios das Missões (AMM), Grande Santa Rosa, Celeiro e Zona da Produção. O Fórum possui como tema central “Educação Infantil: Um novo olhar em busca da qualidade”.

O secretário de educação, Délcio Freitas, disse que o Rio Grande do Sul possui um dos piores indíces de educação infantil do país. “Por isso precisamos buscar novos horizontes e traçar novas metas. O maior problema está no atendimento de crianças de zero a três anos, que freqüentam o berçário e o maternal. A demanda chega a 60% da população com filhos nesta idade. Não há um número estimado de quantas vagas seriam necessárias”, enfatiza.

Em Santo Ângelo, das 21 escolas de educação infantil que atendem mais de 2 mil crianças, onze possuem berçários. “Estamos trabalhando para aumentar este número permitindo o atendimento de mais crianças. Não há falta de vagas na pré-escola, que são para crianças de quatro e cinco anos, inclusive em 2011 foram abertas duas novas escolas, no interior do município”, destaca o secretário.

A primeira palestrante de ontem foi a supervisora de educação infantil do Ministério da Educação, Maria Pillar Lacerda, que abordou o tema “Políticas Nacionais para a Educação Infantil no contexto da Educação Básica”. Conforme ela, o evento se caracteriza como um espaço para discussão e socialização no que refere à qualidade na Educação Infantil, ressignificando a prática pedagógica. “A educação precisa começar a mudar por alguns professores. Um aluno da 7ª série, por exemplo, pergunta ao professor o que é índice e ele responde: – Eu não acredito que você ainda não aprendeu! Então o aluno fica constrangido, não pergunta pela segunda vez e fica com a dúvida. Isso não pode”, conclui.