Gilda Karlinski: ‘JM, uma valiosa experiência como legado’

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Arquivo JM

Feliz aniversário, JM, com votos de vida-longa, embasada nos princípios que vivenciei e tanto admiro.

Ingressei no JM em março de 1993, a convite do cofundador Adroaldo Loureiro, que me propôs criar um suplemento especial de fim de semana.

Ao longo de quase 20 anos tive espaço e incentivo, tanto para implantar como para participar ativamente de projetos que contribuíram com o desenvolvimento do jornal e com meu amadurecimento profissional.

Nesse período, a circulação passou de bi para trissemanal, teve início a impressão em cores, mantivemos por um tempo o suplemento JM Regional, com uma página para cada um dos municípios emancipados: Entre Ijuís, Vitória das Missões, Eugênio de Castro e São Miguel das Missões.

Superando desafios e obstáculos, aconteceram inovações ousadas para a época: tínhamos assinantes na área rural, cujo exemplar era remetido por ônibus e deixado na ‘casinha’ onde os produtores de leite depositavam sua produção; implantou-se a assinatura com débito em conta, bastante difícil de ser aceita no início; criou-se uma publicação alternativa, que circulava no final de sextas-feiras nos bares e restaurantes. O “Primeira Dose” marcou pela irreverência e criatividade.

Acontecimento marcante foi a troca da máquina de escrever pelo computador e do filme ‘revelável’ pela máquina digital. Todos aprendemos juntos e todo o processo de fazer o jornal se transformou.

Com o passar do tempo, passei a integrar a equipe de contatos publicitários e fui coordenadora do grupo. Aprendi muito sobre negociação, fiz clientes que se tornaram amigos e era muito bom ter um extra no salário.

Convicta de que sem educação é impossível haver desenvolvimento pessoal e do país, criei e coordenei, se a memória não me enganar, 15 edições do Concurso de Redação. Recebíamos mais de mil textos de dezenas de cidades do RS, tínhamos parceiros para doar premiações e os professores e estudantes se mobilizavam de maneira contagiante, pesquisando e preparando o tema proposto. Com a credibilidade necessária para tanto, a Academia Santo-angelense de Letras era a responsável pela seleção das redações.

No JM tive o privilégio e a satisfação de viver na prática, atitudes e comportamentos que comprovam ser possível um relacionamento de trabalho onde a confiança e o respeito superam a hierarquia; onde o coleguismo se traduz em troca de conhecimentos e comemoração pelo êxito uns dos outros. Citar nomes é impossível. Se esquecer só um, já será injusto.

Carrego uma experiência valiosa como legado e, pelo testemunho dos que passaram pela e ficaram na Daltro Filho, 1800, acho que deixei saudade.

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