Inclusão que chega aos brinquedos do parquinho

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Paulo (direita), um dos alunos cadeirantes da escola, pode agora participar das brincadeiras no parquinho

Equipamentos, que podem ser usados por alunos cadeirantes e que não são cadeirantes, foram instalados na Escola Estadual Esther Schroeder

A perna ainda treme quando Paulo Ricardo Sonntag sobe no balanço. É a primeira vez que pode brincar no parquinho (sem precisar descer da cadeira de rodas).

Devagar os colegas movimentam o vai e vem e o sorriso de Paulo vai se abrindo. Essa alegria no rosto do menino é possível porque, nesta semana a Escola Estadual Esther Schroeder concluiu a instalação de dois brinquedos adaptados à cadeirantes.

As estruturas (um balanço e um vai e vem), pintadas com cores vibrantes, refletem a alegria dos pequenos que agora podem compartilhar com os amigos a diversão na hora do intervalo.

O local que dá acesso à cadeira de rodas é amplo para que eles possam participar das brincadeiras. Para subir no brinquedo, Paulo conta com a ajuda e carinho de Gabriel Felipe da Silva, monitor que acompanha os estudantes cadeirantes no dia a dia escolar.

A instalação foi possível depois de a Escola inscrever um projeto à Justiça Federal – que destina verbas de penas pecuniárias a ações como as da escola. Neste ano, o valor máximo da proposta deveria ser de até R$ 6 mil. “Inscrevemos o projeto em fevereiro e agora, durante as férias de inverno, tivemos o retorno de que fomos contemplados”, conta a diretora Rubia Glass. “Quando soube da aprovação, contatei a empresa (de Santa Rosa, que constrói e instala os brinquedos) e em um mês já estava tudo pronto”, afirma. “Ver esses brinquedos ali, disponíveis para os nossos alunos é algo muito gratificante para nós”, acrescenta.

A Escola Esther Schroeder é referência na rede estadual no atendimento de pessoas com deficiência. Atualmente atende 28 crianças (matriculadas no ensino regular) além de outros que vem de outras escolas. A Instituição também foi a primeira de Santo Ângelo a ter a sala de recursos – hoje sala multifuncional.

Para atender a demanda, possui duas professoras para as salas, que oferecem apoio escolar no contra turno das aulas.

“Temos essas duas professoras, que o Estado nos dá. Mas temos uma grande dificuldade de acessibilidade estrutural, que algo que lutamos muito. Sabemos das dificuldades do governo, porém, precisamos oferecer esse acesso aos alunos”, pondera Rubia. “Precisamos adequar os espaços, aí vamos atrás de projetos, como esse.”

A história da Escola Esther Schroeder foi criada em 1957 e em 1982 foi instalada uma Classe Especial de Deficientes, que atualmente funciona em dois turnos.

A instituição de ensino tem 33 professores, nove funcionários e aproximadamente de 300 alunos. Oferece Ensino Fundamental (de 1º ao 9º ano) e EJA (Ensino Fundamental noturno – séries iniciais, finais e Educação Especial).

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