Índice de infestação do Aedes aegypti cai para 2,23% no município

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Novo LirAa registra número inferior ao divulgado no mês de novembro, que chegou a 3,8%

Um novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado na última semana em 1.554 imóveis de Santo Ângelo. A boa notícia é que se no mesmo levantamento, feito no fim do mês de novembro, o índice de infestação chegou a 3,8%, agora baixou para 2,23%.
Conforme a coordenadora da Vigilância Ambiental de Santo Ângelo, Selenir Arruda, a diminuição no índice de infestação se deve principalmente à preocupação da comunidade gerada pelas campanhas de conscientização que estão sendo divulgadas pela mídia. “As pessoas estão percebendo que precisam fazer algo ou vai acontecer igual ou pior do que ocorreu no ano passado. Estamos comemorando o resultado e vamos seguir as ações que estão em andamento. É agora em fevereiro que as pessoas começam a retornar de outros municípios e estados, e o risco acaba sendo redobrado, então os cuidados também precisam ser”, destacou.
O secretário municipal de Saúde, André Kissel, destaca que em 2015, no mesmo período, o índice de infestação chegava a 10%. “Para esse calor todo é um ponto muito positivo, resultado dos mutirões que foram feitos e das várias outras ações. Este ano nós vimos que sozinhos não conseguimos combater o Aedes, então estamos buscando novos parceiros, como CDL, Rotary, Lions, e tem dado resultado”.

POSTOS E HOSPITAIS MAIS PREPARADOS
De acordo com André, Santo Ângelo está mais preparado que no ano anterior também no que diz respeito aos postos de saúde e hospitais, que hoje têm médicos e enfermeiros preparados para atender um grande número de pacientes com suspeita de doenças provocadas pelo Aedes aegypti. “As equipes estão sensibilizadas, já que desde o ano passado estamos fazendo reuniões constantes com as equipes da enfermagem e da parte médica. Ano passado quase toda a população acabou indo para o Hospital Santo Ângelo, sobrecarregando o sistema. Então, da segunda quinzena de fevereiro até março, quando existe o pico da evolução do mosquito, todas as unidades estão avisadas. Em caso de suspeita, o paciente precisa ir direto ao posto mais próximo para ser notificado, mesmo que depois o caso seja descartado”, explicou.

PONTOS DE RISCO
Os bairros em pontos de risco aqui em Santo Ângelo são o Alcebíades, o Pilau, Maria Ritter e Castelarin. “São estes os pontos de maior risco porque foram os com maior incidência do índice de infestação no verão passado, então nestes locais são necessários maiores cuidados. Porém, o LirAa alcança 20% de abrangência do município, com sorteio de locais gerado pelo sistema, feito pela 12ª coordenadoria estadual de Saúde, então não somos nós que escolhemos os bairros”, completa.