Índice de infestação do mosquito da dengue no município é elevado

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LIRAa apontou índice de infestação superior aos 3%

O problema de dengue no município há muito tempo vem sendo discutido. Campanhas de conscientização e mutirões com o objetivo de recolher possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue vêm sendo realizados, porém o índice de infestação continua alto.

O último índice divulgado pelo laboratório vinculado à 12ª Coordenadoria Regional de Saúde mostrou o índice em aproximadamente 2%, porém, segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental, Selenir Arruda, o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) constatou uma infestação de 3,7%, considerado elevado.

Neste ano, segundo Selenir, já foram realizados sete mutirões. “Atribuímos a esses mutirões o fato de não termos tido uma epidemia de dengue ainda. Porém, ainda é possível melhorar, especialmente na contribuição da população com a retirada desses lixos e entulhos, que acumulam água, e fiscalizando os locais próximos de suas casas e trabalho”, afirma, ressaltando, no entanto, que o retorno não é ruim.

PRÓXIMOS PASSOS
Apesar de uma melhora no comportamento da população referente aos cuidados para erradicar os criadouros do mosquito da dengue, Selenir destaca que ainda há muito o que se fazer em termos de conscientização. Por isso, a Vigilância Ambiental deve implementar nos próximos dias uma parceria com as escolas municipais com o objetivo de incluir nas disciplinas de sala de aula os cuidados que se devem ter com a dengue. “Os alunos são multiplicadores para repassar os cuidados que vão aprender na escola”, diz. Além disso, os mutirões devem permanecer ocorrendo.

MATERIAIS RECOLHIDOS NO MUTIRÃO
“Há um equívoco da população sobre o recolhimento de materiais nos mutirões”, analisa a coordenadora. Ela explica que são recolhidos apenas materiais que possam vir a se tornar criadouros de mosquitos por juntar água, como, por exemplo, móveis velhos, máquinas velhas, pneus, lonas e plásticos, etc. No entanto, materiais de construção, como tijolos e restos de parede, por exemplo, não fazem parte dos materiais recolhidos pelo mutirão, pois não acumulam água parada.