Índios guaranis contam a história de seus antepassados

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Caminho das Missões lançou o projeto “Missões na Escola” na terça-feira (1º)

Mostrar a visão do índio Guarani e do homem branco sobre as Missões. Essa é a proposta do projeto “Missões na Escola”, lançado na terça-feira (1º) pelo Caminho das Missões. Um guia indígena e um do Caminho das Missões acompanharam os alunos do Colégio Estadual Onofre Pires e da Escola Municipal Sargento Pedro Krinski, da Barra do São João, numa caminhada cultural. O presidente da Câmara de Vereadores, Diomar Formenton, e o secretário de Turismo, Marcos Mattos, participaram da atividade.

O ponto de partida foi a Rua Missioneira, onde o representante do Caminho das Missões, Romaldo Melher dos Santos, e o guia indígena Mariano Benitez apresentaram aos alunos um pouco da história da cultura Guarani do passado e as Missões nos dias de hoje.

Eles explicaram que essa via foi o caminho no qual os índios e jesuítas faziam seus deslocamentos para a região. Também revelaram aos estudantes os hábitos da caça e da pesca dos indígenas. Benitez mostrou em detalhes os diferentes tipos de armadilhas para a captura de aves, tatus e outros animais utilizados na alimentação, na Praça Pinheiro Machado.

CENTRO HISTÓRICO

Os pequenos também conheceram o “Arco dos 30 povos” que formaram as Missões jesuíticas no Brasil, Argentina e Paraguai. Em seguida assistiram a apresentação de música e dança Guarani, com o pajé Floriano Romeu, e índios da aldeia Tekoa Pyaú, de Santo Ângelo. Em seguida, visitaram as janelas arqueológicas, a Catedral Angelopolitana e o Museu Dr. José Olavo Machado.

Além disso, os estudantes puderam conhecer o artesanato produzido pelos índios guaranis que moram em Santo Ângelo, na Barra do São João, próximo ao Xanadú Eventos.

PROJETO

Romaldo explica que novas atividades com guia nessa modalidade, com a participação dos guaranis, serão feitas em breve. “É um projeto piloto que pretendemos ampliar. Será uma forma de nossos estudantes conhecerem mais sobre a nossa histórica e cultura sob diferentes aspectos na visão dos guaranis e do homem branco”, explicou.

LUA E A SARACURA

Todos que participaram da caminhada receberam pintura no rosto.
Nos homens foi pintada a lua, que na cultura guarani representa a caça e o andar à noite; e nas mulheres, a saracura – um pássaro que caminha sem cansar a longas distâncias.