Início do plantio de soja renova a esperança dos agricultores

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Expectativa dos produtores para 2013 é de colher 40 sacas por hectare

Desde a semana passada agricultores de Santo Ângelo aproveitam a umidade do solo para realizar o plantio direto da soja, um sistema diferenciado de manejo, visando diminuir o impacto da agricultura e das máquinas agrícolas sobre o solo.

O plantio é realizado logo após a colheita do trigo, que por causa da chuva excessiva e a geada teve uma queda na produtividade e qualidade dos grãos. Em Santo Ângelo foram cultivados 15,5 mil hectares da cultura de inverno. Dados da Emater apontam quebra na produção entre 20% e 25% da expectativa inicial de produtividade de 40 sacos por hectare.

Segundo o chefe da Emater, Álvaro Uggeri Rodrigues, os triticultores colherem, em média, de 30 a 32 sacos/hectare. “Teve produtores que não alcançaram o mínimo do padrão comercial, ou seja, colheram apenas o triguilho, que é aquele grão com o peso hectolítrico (Ph) inferior a 72”, explica.

Mesmo com as perdas consecutivas registradas em duas culturas (primeiro a soja e depois o trigo), em apenas um ano, os agricultores estão esperançosos para a próxima safra de verão. Dez por cento da área de 36,7 mil hectares de soja já foi plantada. Segundo o chefe da Emater, Álvaro Uggeri Rodrigues, a expectativa é de colher 40 sacas por hectare. “Na nossa opinião, se as condições climáticas ajudarem durante o ciclo da cultura, teremos uma produtividade superior à estimativa inicial, visto que os agricultores estão cada vez mais investindo em tecnologias que resultam em maiores produtividades”, salienta.

Rodrigues lembra que pelo Zoneamento Agrícola o plantio de soja é recomendado para ocorrer até o dia 31 de dezembro. A colheita deve começar em meados de março e abril.

MAIS CHUVA PARA O MILHO

A falta de chuva desde o dia 31 de outubro preocupa quem plantou milho. Álvaro Rodrigues calcula que 80% da área de 4.820 hectares já está plantada no município. Deste total, 80% se encontra na fase de florescimento e formação de grãos e 20% em desenvolvimento vegetativo.

O chefe da Emater destaca que é na fase de florescimento e formação de grãos que vem a preocupação, “porque nesta fase a cultura precisa de mais umidade, ou seja, de chuvas mais constantes para definir o potencial de produção. Podemos dizer que hoje os agricultores já estão apreensivos, pois a última chuva ocorreu no dia 31 de outubro e as previsões meteorológicas não indicam precipitação para os próximos dias. No final de semana não choveu no interior. Na área urbana houve o registro de 20 milímetros de chuva”, finaliza.