Lojistas da capital missioneira vão às ruas protestar contra a feira das fábricas

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Comerciantes pedem mudanças na legislação municipal para barrar a instalação de novas feiras

Cerca de 500 pessoas, entre comerciários e entidades representativas, participaram de manifestação na manhã desta sexta-feira (28), em repúdio à abertura da chamada feira das fábricas. Durante a caminhada, que iniciou na sede do Sindilojas Missões, os manifestantes pediam aos comerciantes que mantinham as lojas abertas, para que fechassem as portas.

Pela valorização do comércio varejista local, empresários fecharam as lojas e realizaram caminhada até a Praça Pinheiro Machado. Os participantes invadiram a Prefeitura, onde o prefeito Valdir Andres recebeu os representantes das entidades presentes, em reunião a portas fechadas. O presidente do Sindilojas Missões, Luis Carlos Dallepiane, o presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio, Plínio dos Anjos Teixeira, e demais entidades entregaram uma carta ao Executivo Municipal pedindo a criação de legislação específica para que a feira das fábricas não aconteça mais na cidade.

Logo após o gabinete do prefeito foi aberto à imprensa para entrevista coletiva. Durante a entrevista Valdir Andres foi indagado sobre os alvarás, abertura da feira e o porquê dela continuar acontecendo. Com relação ao motivo da feira novamente se instalar na cidade, o prefeito informou que os responsáveis conseguem alvarás por via judicial. “A legislação é clara, não podemos impedir o consumidor de ter outras opções, mesmo que estas prejudiquem as empresas locais”, explica o prefeito.

Luis Dallepiane afirmou que os empresários não concordam com as feiras que estão acontecendo. “Nossos dados mostram que cerca de 99% do comércio é composto de micro e pequenos empreendedores. Precisamos valorizar os empresários e lojistas, pois 60% do PIB municipal vem desta área, gerando mais de 8 mil empregos”, salienta o presidente do Sindilojas Missões.

Segundo Plínio dos Anjos, na quarta-feira foi realizado um protocolo para que haja fiscalização no cumprimento de horário. “A lei municipal especifica que o comércio só pode funcionar até as 20h. Eles estão anunciando que estarão abertos até as 21h, por isso pedimos que a fiscalização seja intensa”, salienta Plínio.

O comércio fechou as portas das 10h ao meio-dia e após a parada na Prefeitura os manifestantes seguiram para o Fórum, onde cantaram o hino nacional. Em frente ao fórum os participantes da manifestação decidiram, por votação, ir até o local onde irá acontecer a feira das fábricas. A Brigada Militar acompanhou os protestos.

COMERCIANTES E COMERCIÁRIOS QUESTIONARAM EXECUTIVO E LEGISLATIVO

Durante o protesto diversos comerciantes e comerciários levaram cartazes questionando a Prefeitura e o Legislativo.

Para a comerciante Ivanir Ferraza, a feira acaba levando o dinheiro dos santo-angelenses embora. “O prefeito não está fazendo nada por nós. Essa foi uma promessa dele na campanha e novamente a feira irá abrir. Isto é um absurdo”, diz Ivanir.

Segundo as comerciárias Janaína Tibulo e Rafaela Barz, a manifestação é uma cobrança da promessa em campanha eleitoral e pedido de valorização do comércio local. “Se houvesse uma redução de impostos para nós e um incentivo por parte do Executivo e Legislativo não precisaríamos estar aqui hoje”, comenta Janaína.