Mãe na linha de frente da saúde

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Geana Callegaro Raguzzoni, Thiago Bobrzyk e Isabella Raguzzoni Bobrzyk. Foto: Arquivo pessoal

A pandemia de coronavírus mudou a rotina das pessoas em todo mundo. Famílias precisaram se afastar e, em alguns casos, a distância é ainda maior, como entre os familiares dos profissionais de saúde, que estão na linha de frente de combate ao vírus.

Geana Callegaro Raguzzoni, enfermeira na Unidade de Internação Respiratória Covid -19 no Hospital Unimed Missões, é uma destas pessoas. Mãe da pequena Isabella Raguzzoni Bobrzyk, de apenas 1 ano e quatro meses, conta que o principal medo neste momento é contaminar a filha e, consequentemente, quem ajuda nos cuidados dela. “Sentimos medo, algumas preocupações, insegurança, pois ainda é um vírus desconhecido, então é tudo novo, é muito difícil de pensar que você está ali diante de algo (o vírus) que está mudando o mundo e tirando a vida de tantas pessoas”, diz.

Geana ainda mantém o convívio com o esposo, Thiago Bobrzyk, e a filha, “os cuidados dela sempre foram comigo, seria muito complicado deixar ela isolada, sem contato comigo, não seria fácil para mim e principalmente para ela”, explica. No entanto, não descarta a possibilidade de, em breve, ter de se isolar. “Estamos tendo um aumento de casos aqui em Santo Ângelo, talvez eu terei que rever essa condição e terei que me isolar dela. Mas com certeza tomo vários cuidados, principalmente porque estou trabalhando diretamente com pacientes que testaram positivo para Covid 19”, reforça.

Antes de chegar em casa, Geana conta que toma banho no hospital, troca de roupa e não usa o elevador. Em casa, tira as roupas e calçados e já deixa na lavanderia, vai novamente para o banho. Além disso, usa máscara em casa, 24 horas por dia, “até para dormir (pois durmo com ela e meu marido no mesmo quarto), e não me canso de lavar as mãos”, acrescenta.

DIA DAS MÃES

Geana poderá aproveitar a data ao lado da filha, estará de folga no domingo, porém, diz que será um dia das mães diferente. “Não poderei ver a minha mãe, isso é muito triste. Mas passaremos em casa com minha filha, meu marido e meus sogros (com quem estou tendo contato, pois me auxiliam nos cuidados com a Isabella). Mas será um dia de muita reflexão. Ah… com certeza farei uma videochamada para minha mãe e para as mães da família.”

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