Maioria dos profissionais de saúde de Santo Ângelo não adere à paralisação promovida por entidades médicas

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População teve acesso normal a serviços de urgência e emergência, cirurgias e consultas

Quem procurou hospitais de Santo Ângelo, clínicas particulares e postos de saúde da rede pública, tiveram atendimento normal na terça (30) e quarta-feira (31), dias em que médicos do Estado fizeram paralisação contra a contratação de profissionais estrangeiros, pelo Governo Federal, e por uma série de problemas na área da saúde. Os dados verificados pela reportagem do Jornal das Missões demonstram que a adesão foi pequena e passou despercebida pela população.

Os atendimentos de urgência e emergência do Pronto Atendimento do Hospital Santo Ângelo, por exemplo, não foram suspensos. O médico chefe do Plantão do HSA, Volnei Selmar Teixeira, explica que esses serviços funcionaram normalmente. “Há dois médicos de plantão, um para consultas de pacientes e outro destinado a casos urgência e emergência. Os serviços da retaguarda nas áreas de cardiologia, traumatologia, cirurgia, pediatria, entre outros, também não foram interrompidos”, revela.

O diretor técnico do Hospital Santo Ângelo, Edison Vargas, complementa essa informação destacando que todos os serviços da Casa de Saúde, como as cirurgias, as consultas eletivas feitas no Pronto Atendimento e as ações ambulatórias, continuam. “Não aderimos à paralisação tendo em vista que a filosofia do Hospital Santo Ângelo é colocar o paciente em primeiro lugar. A nossa instituição está funcionando a pleno vapor”, diz Vargas.

POSTOS DE SAÚDE
Nas unidades básicas de Saúde da Prefeitura de Santo Ângelo a situação também não foi diferente. Segundo o diretor técnico da Secretaria de Saúde, Rodrigo Trevisan, as consultas ocorreram dentro da normalidade. “Os atendimentos ginecológicos, pediátricos e outros serviços estão ocorrendo, até mesmo o programa Inverno Gaúcho (que atende em horário especial das 18 às 22 horas). Apenas os postos do Estratégia Saúde da Família dos bairros Sepé, Indubras e Rogowski tiveram as atividades suspensas por alguns médicos que não atenderam na rede pública. Foram casos isolados”, revela Trevisan.