Mais de 4,5 mil pacientes são atendidos por mês no serviço de Acolhimento com Classificação de Risco do HSA

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Em um ano já foram cerca de 54 mil pessoas atendidas, no horário das 7h à 1h, diariamente

O serviço de Acolhimento com Classificação de Risco (ACR) do Hospital Santo Ângelo (HSA) completou na quarta-feira (8), um ano de funcionamento.

Segundo a gestora do serviço, enfermeira Neiva Brondani Machado, no início a demanda não ultrapassava 60 pacientes dia; hoje ultrapassam 150 pessoas dia. Mensalmente, passam pelo acolhimento do HSA mais de 4,5 mil pessoas “e neste dimensionamento de busca por atendimento priorizamos aos idosos, gestantes, crianças e pessoas especiais. A priorização clínica dos usuários se dá através de um olhar rebuscado dos profissionais de enfermagem, nas categorias de técnicos e enfermeiros ao cliente em cada novo atendimento”, destaca Neiva, afirmando que em um ano já foram atendidas cerca de 54 mil pessoas.

O serviço entrou em funcionamento no dia 8 de agosto de 2011, com apenas duas enfermeiras e dois médicos, por turno, no horário das 13h à 1h. “Após alguns meses de trabalho comprometido com as pessoas que buscavam atendimento no HSA, a necessidade de expandir o serviço tornou-se um pedido da comunidade. Foi desta forma que o trabalho do serviço de acolhimento com a população conquistou seu espaço nesta instituição de saúde e nesta cidade”, disse a enfermeira.

Atualmente o atendimento é feito por dez profissionais, entre enfermeiras e técnicas de enfermagem. Para a direção do hospital, acolher significa receber bem. Todo o paciente, ao chegar no Pronto Socorro, é classificado conforme a gravidade do seu problema, recebendo uma fita. A verde significa consulta e para este paciente o atendimento ocorrerá em até duas horas; a azul também é consulta, porém, o tempo para que o paciente possa esperar é de até seis horas; a amarela é urgência e o atendimento será feito em, no máximo, 15 minutos e o vermelho significa ingresso imediato ao setor de emergência. “O que buscamos no acolhimento das pessoas em uma casa de saúde, em um serviço de emergência implica, sobretudo, em de fato sabermos identificar os fatores que condicionam as pessoas a procurar ajuda em um hospital. E, que esta ajuda requer profissionais que se envolvam com os problemas de saúde de cada pessoa individualmente, seja o seu adoecer enraigado por fatores biológicos ou psicológicos”, frisa Neiva Machado.

Hoje, o serviço de acolhimento do HSA atende a comunidade das 7h à 1h, possui dois médicos permanentemente no setor, três técnicas em enfermagem e seis enfermeiras que direcionam as atividades de atendimento as pessoas.

Nesta semana profissionais de enfermagem do Hospital de Cruz Alta estiveram visitando o Acolhimento local, buscando conhecer a realidade do serviço no HSA para a futura consolidação de uma proposta naquela cidade. “Hoje, somos exemplo a ser seguido por outras instituições e este perfil deve-se sobretudo, ao potencial de cada profissional que aqui está e na proposta de crescimento e desenvolvimento da instituição Hospital Santo Ângelo para a saúde em nossa região”, falou Maristane Bechorner Almeidane, enfermeira gerente da enfermagem do hospital.