Médicos paralisam na terça e quarta-feira em decorrência dos problemas na saúde

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O diretor regional do Sindicato Médico do RS, Aroldo Schmidt falou sobre a decisão dos profissionais

Durante entrevista ao radialista Luis Roque Kern, no Programa Rádio Visão, nesta segunda-feira (29), o diretor do Sindicato Médico do RS, Aroldo Schimdt, falou sobre a paralisação dos médicos na terça (30) e na quarta-feira (31). A medida segunda ele acontece em decorrência dos vários problemas que vem ocorrendo na área da saúde e que não vem tendo a atenção devida por parte do Governo Federal.

O médico diz que serão mantidos os serviços de urgência e emergência e o funcionamento em 50% da equipe nos ambulatórios de atendimento.

No entanto ressaltou que no caso das clínicas particulares a paralisação deverá chegar a 100%, tendo em vista que são atos eletivos. “A paralisação é uma orientação do Sindicato Médico, do Conselho Regional de Medicina, Associação Médica do RS e a Federação Nacional dos Médicos. Queremos com isso chamar a atenção de todos para os problemas que prosseguem sem solução na área da saúde”, frisa.

Segundo Aroldo, no Hospital Santo Ângelo, não será diferente e os serviços de urgência serão mantidos normalmente.

“Tivemos recentemente uma grande mobilização nacional de movimentos sociais em relação aos descontentamentos da população sobre várias questões. Entendemos que chegou a hora dos profissionais de saúde fazerem sua parte diante do confronto de atos governamentais contra os interesses da sociedade”, diz.

CONSULTAS

Segundo o presidente do Sindicato Médico, Aroldo Schimdt, as consultas médicas nesses dias deverão ser remarcadas. “A comunidade precisa compreender essa medida que estamos tomando em nossa cidade. O número de leitos”, explica.

O médico diz que no Hospital Santo Ângelo terá seus serviços de urgência e emergência normalizados. Já as cirurgias eletivas deverão ser suspensas segundo o presidente o sindicato médico e as pessoas precisam estar atentas. Aroldo também revela que haverá casos diferenciados de médicos autônomos e contratados que cada um deverá tomar sua decisão.

FALTA DE LEITOS

De acordo com Aroldo Schmidt outra preocupação em Santo Ângelo refere-se o aumento de atendimentos nos hospitais e o risco de falta de leitos.

O médico conta que recentemente havia três pacientes da UTI no setor de emergência e o hospital não tinha como antender mais algum paciente em virtude desse problema. “Sorte a nossa não ter vindo ninguém da região”, revela.