Metade dos funcionários dos Correios estão em greve

0
87

Após não entrar em acordo na audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, Fenatec defl

 A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fenatec) não entrou em acordo com a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), durante a audiência de conciliação em dissídio coletivo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizada no dia 17. Após a audiência a Fenatec deflagrou greve, que iniciou no dia 18.

Reivindicações
O delegado Sindical dos Trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária de Santo Ângelo, Leandro Langer afirma que as principais reivindicações da categoria são: aumento real de 15% e a reposição de perdas salariais no período de 1994-2002, calculadas em 20%, além de segurança nas agências, manutenção do plano Correios Saúde, implementação de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), contratação de 10 mil funcionários, e redução de jornada de trabalho dos atendentes para 6 horas.

Audiência de
Conciliação
Leandro informou ainda que na audiência de conciliação a empresa manteve a mesma proposta apresentada aos trabalhadores no dia 12: reajuste de 8% nos salários e 6,27% para vale-refeição, alimentação, auxílio-creche/babá e auxílio para dependentes de cuidados especiais, além do crédito extra de 23 vales a serem pagos em dezembro (para admitidos até 31 de julho), que totaliza R$ 650,65, e vale-cultura de R$ 50.

Dados da Greve
Na capital das Missões a greve é parcial. Dos cerca de 30 funcionários, 16 estão em greve, somando mais de 50% do efetivo de carteiros. Segundo o delegado sindical o principal motivo da adesão à paralisação é a mudança no Plano de Saúde. “Antes tínhamos o Correio Saúde, agora nos apresentaram a Postal Saúde, de uma empresa terceirizada. Não há clareza sobre dependentes e mensalidades no estatuto desse novo plano”, comenta Leandro.
Ele salienta ainda que no ano de 2012, havia um acórdão de que fosse realizada uma mesa temática para discutir a forma do plano de saúde dos trabalhadores, o que não ocorreu. “Deveríamos ter discutido sobre a Postal Saúde, porém a empresa descumpriu esse acórdão”, ressalta.