Missões perde R$ 2 milhões por dia comprando produtos alimentícios de outras regiões

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Informação foi apresentada durante o Fórum de Desenvolvimento das Missões realizado na URI

 A baixa produção de alimentos na região está fazendo os missioneiros perderem cerca de R$ 2 milhões por dia. A informação foi divulgada pelo assessor executivo do Arranjo Produtivo Local (APL) da Agroindústria Familiar das Missões, José Roberto de Oliveira, durante o Fórum de Desenvolvimento das Missões realizado na tarde desta quarta-feira (17), no prédio 5 da URI.

O APL é um projeto conquistado pela região através de um edital da Secretaria de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul com apoio da Agência Gaúcha de Desenvolvimento (AGDI) para ajudar a região se desenvolver. “O Estado sabe que somos uma região perdedora na relação produção-consumo de produtos agroindustrializados. Somos perdedores porque não produzimos e compramos arroz, feijão, mandioca, embutidos, laticínios e outros produtos que são produzidos em outras regiões do RS”, destaca.

Oliveira afirma que o primeiro problema é que a atual produção praticamente não está legalizada; o segundo, é que são poucas as empresas no meio rural efetivamente funcionando (são em torno de 100 empresas e 500 famílias envolvidas); o terceiro é o desconhecimento de mercado (só na região existem 200 mil consumidores que não produzem nada mas que consomem produtos) e o último é que os missioneiros são compradores de produtos de municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e São Leopoldo, por exemplo, que são cidades para onde várias pessoas da região estão indo embora em busca de emprego.

Para mudar esta realidade, José Roberto diz que o APL conta com o apoio do Poder Público como Prefeituras, Emater, Secretaria de Desenvolvimento Rural do RS, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Universidades, especialmente da URI, que viabiliza as contrapartidas do projeto.

O presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede Missões), Maurílio Miguel Tiecker, destaca que o Fórum teve o objetivo de debater e mostrar os projetos em desenvolvimento na região, tanto no Pólo Tecnológico quanto na URI. “Também visamos buscar possibilidades de implementação de projetos que estão sendo elaborados, bem como novas propostas no sentido de captar recursos de fomento nas esferas estadual e federal e empresas privadas da região”, frisa.

Entre os projetos em desenvolvimento na região estão o fortalecimento da cadeia da bovinocultura de leite, piscicultura, irrigação, incubadoras tecnológicas e extensão produtiva.