Moradores de Linha Sabiá colocam pedra no rio Ijuí para sinalizar a seca histórica de 2012

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O nível da água do rio baixou possibilitando enxergar uma taipa, local onde foi colocada a pedra

Moradores da comunidade de Linha Sabiá, distante 30 quilômetros do centro de Santo Ângelo, já na divisa com o município de Vitória das Missões, colocaram uma pedra no rio Ijuí, na manhã de quinta-feira (28), para sinalizar a seca histórica de 2012.

A iniciativa foi o marceneiro rural, Darci Pedro Donadel. Ele escreveu com uma furadeira em uma pedra o seguinte dizer: “7 meses – SH 2012”, simbolizando que a estiagem deste ano já dura sete meses.

A pedra foi grudada com cimento e areia sobre outras pedras em uma taipa, que não era vista desde 1942. “A nossa intenção é que caso venha ocorrer novamente uma grande estiagem como essa, as nossas futuras gerações possam ter a pedra como um marco histórico desta seca que tanto nos prejudicou”, justifica.

Embora não haja nenhum registro na história que possa comprovar a sua veracidade, o agricultor Alevindo Zanuso Barrichelo lembra que seu pai Adelino Barrichelo (in memorian) contava que a taipa onde foi fixada a pedra teria sido construída por jesuítas e índios guarani e era chamada de “paris”. O local era usado para a pesca.

O agricultor Arlindo Mertin disse que ouvia o seu pai Bertoldo falar que a estiagem de 1942 teria durado seis meses.

O diretor da Escola Municipal Nossa Senhora dos Navegantes de Três Sinos, Luis Minuzzo, afirma que pretende produzir um documentário com os alunos para buscar mais informações sobre esta e outras históricas.

Os prejuízos causados pela estiagem em Santo Ângelo ultrapassa os R$ 45 milhões.

O técnico agrícola, Diomar Formenton, representando a Emater, acompanhou os agricultores.