Municipários protestam em frente à Prefeitura contra o corte do bônus-alimentação

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Servidores municipais ativos, inativos e pensionistas reuniram-se para protestar contra o corte

Uma luta pela manutenção de direitos. Essa foi a premissa utilizada pelos manifestantes que compõem o Sindicato dos Municipários e Professores Municipais na tarde de ontem (17), em frente à Prefeitura. Com palavras de ordem, panelas e apitos, os servidores expuseram a indignação frente ao corte do bônus-alimentação, que reduz em R$ 163,39 o rendimento dos aposentados e pensionistas.

“Se fosse um trabalhador que estivesse ali naquele gabinete, alguém comprometido com a classe trabalhadora, eu duvido que por um simples apontamento do TCE estivesse sendo revogado ou suspenso o pagamento do bônus. São só R$ 163,39, mas que fazem muita diferença em nossas vidas, pois já ganhamos pouco”, ressalta o presidente do Sindicato dos Municipários, Volmari Carneiro.

Volmari afirma que tem tentado dialogar com o prefeito Valdir Andres nos últimos dias, mas que não foi atendido e, em conversas com o secretário de Administração, Luiz Ghellar, não houve muitos avanços. “O prefeito não faz favor para servidor. Pelo contrário, ele ganha um grande salário para ser administrador. O prefeito só chega ali porque nós, o povo, o elegemos como representante, e eu duvido que esse representante, se tivesse compromisso com os municipários, iria acatar tão rapidamente um apontamento do TCE”, destaca.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Rosane Stocker, a notificação os pegou de surpresa. “Temos sugestões, mas cinfelizmente não fomos recebidos pelo prefeito. Estamos na expectativa de que ele nos receba, para que possamos sugerir soluções para esse problema. Isso é muito triste para nós e estamos reunidos para lutar para manter nossos direitos”, frisa.

CORTE FARÁ DIFERENÇA
Os professores aposentados João e Elenir de Oliveira, que residem no interior, afirmaram estar indignados com o corte e ressaltaram a importância que o valor faz no final do mês.

“Não deveria ter chegado a esse ponto. Deveriam achar outro jeito, porque, além de ganharmos pouco, ainda nos tiraram o pouco que temos. Penso que deveriam arruma outra maneira”, destacou João.
Sua esposa, Elenir, ao saber da notícia pelo rádio na sexta-feira, passou mal e teve de ser levada ao Hospital para atendimento.

“Com esse valor dá para fazermos as compras do mercado e ainda comprar medicamentos. Tem muita coisa em que esse valor ajuda. Esse valor é pouco, mas serve. Dá para comprar muita coisa com isso e a falta pesará no final do mês”, completa.

REUNIÃO NA SEXTA-FEIRA
Com o objetivo de tentar solucionar essa problemática, os municipários permanecem, até a esta sexta-feira (21), aguardando uma solução. Caso ela não venha, o sindicato levará à votação dos associados se eles desejam ser representados judicialmente pela assessoria jurídica da entidade na busca pela retomada desses direitos. O Sindicato dos Professores Municipais deve unir-se a eles, caso não haja resposta do Executivo.

“O apontamento do TCE não pode suprimir a lei municipal que estabelece o pagamento do bônus alimentar para os servidores ativos, inativos e pensionistas. Aí saiu um apontamento do Tribunal e esse apontamento não é maior que a lei”, destaca Volmari.
A reunião ocorrerá na sede do Sindicato dos Municipários, às 17h30min.