Município corre o risco de perder a UPA

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Prazo para início das atividades expirou no final de janeiro

O vereador Lauri Juliani (PDT) enfatizou ontem (2), no programa Rádio Visão, da Rádio Santo Ângelo, a preocupação de o município perder a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Bairro Pippi, pauta de reunião na última semana, em Porto Alegre. O vereador, juntamente com o colega Vinícius Makvitz (PMDB), tratou a questão com o assessor de gabinete da Secretaria Estadual de Saúde, Rogério Nardeli Kohlrausch, e com o coordenador estadual da Rede de Emergência Urgência, Ramon Paiva Garcia.

“A situação é crítica e de extrema urgência, tendo em vista que, conforme o próprio Paiva, existe a possibilidade de que Santo Ângelo venha a perder a UPA”, explicou Juliani.

Conforme o vereador, isso se dá por conta de o Tribunal de Contas da União ter estipulado um prazo para o início das atividades. O prazo expirou na última quarta-feira (28). “O coordenador nos explicou que o Município deveria ter solicitado um prazo de prorrogação, mas Paiva não tinha nenhum documento nesse sentido em seu gabinete. Se isso não foi feito, corremos certamente o risco de perder a UPA”, afirmou.

O vereador acrescentou ainda que na conversa, que durou mais de uma hora, foram abordadas as vantagens de se ter uma Unidade de Pronto-Atendimento funcionando no município, bem como as possibilidades de implementação. “Fazem parecer mais difícil do que realmente é. Um convênio com o Hospital Santo Ângelo, por exemplo, poderia qualificar o serviço prestado por eles no próprio hospital sem precisar ser investido grande dinheiro por parte deles e uma contrapartida por parte da Prefeitura”, explicou.

O QUE DIZ A PREFEITURA
Em contato do Jornal das Missões com a secretária municipal de Saúde, Claudete Cruz, ela explicou que não deve se pronunciar sobre a situação da UPA até que o jurídico do órgão analise o documento encaminhado para a secretaria. A resposta sobre os rumos da Unidade de Pronto-Atendimento de Santo Ângelo, conforme ela, devem sair nos próximos dias.

Já a assessoria de comunicação da Prefeitura esclareceu que o alto custo mensal de manutenção, de R$ 1 milhão mensal, ainda está dificultando o início das atividades. “Buscando agilizar o processo de abertura, em 2 de janeiro de 2015 a vice-prefeita de Santo Ângelo, Nara Damião Makvitz, e a secretária de Saúde, Claudete Cruz, estiveram reunidas com o novo secretário estadual de Saúde, o médico João Gabbardo, para viabilizar o funcionamento da UPA”, disse em nota.

‘NÃO HÁ PRAZO’
Quanto ao prazo para abertura ter encerrado e ao risco de o município perder a UPA ser real, a assessoria informou que até o momento a Prefeitura de Santo Ângelo não foi notificada sobre prazos relacionados à abertura. “O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), estabeleceu o prazo de 15 dias para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) justificar os entraves que impedem a abertura da Unidade de Pronto-Atendimento de Santo Ângelo e de Cachoeira do Sul, que encontra-se na mesma situação. Agora, a SES está em tratativas com o Ministério da Saúde, buscando a reclassificação da UPA de Santo Ângelo do Porte 1 para o Porte 2; no caso de Santo Ângelo, a Unidade de Pronto-Atendimento é de Porte 2, mas, para o atendimento do número de habitantes do município (78.908 habitantes), uma UPA de Porte 1 seria suficiente para atender à demanda.”

MUDANÇA PARA PORTE 1
Conforme a nota, além disso, a UPA de Porte 1 possui menor custo de manutenção, o que tornaria mais fácil o início das atividades. Outro fator que deve ser considerado, conforme a nota da assessoria, é que a abertura da Unidade de Pronto-Atendimento poderia inviabilizar o repasse para atendimento de urgência e emergência que é feito atualmente pela Prefeitura de Santo Ângelo ao Hospital Santo Ângelo.