Municípios da região da 12ª CRS estão com infestação de dengue acima da média

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Índice de infestação em Santo Ângelo é de 1,7%, quando o limite seria de 1,5%

As ações de prevenção do mosquito da dengue no município de Santo Ângelo e região já começaram. A Vigilância Ambiental vem, desde o início do ano, realizando visita às casas e trabalhando na prevenção e erradicação dos focos de mosquitos. Entretanto, mesmo com as ações, todos os municípios da região da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (12ª CRS) estão com índice de infestação acima do normal para o período.

“Em Santo Ângelo, o índice de infestação é de 1,7%, quando o limite seria 1,5%, mas, considerando o número de habitantes, apesar do índice acima da média, não é preciso que se instaure o pânico. Entretanto, é importante ficarmos atentos para que isso não se transforme em uma epidemia”, ressalta a coordenadora da Vigilância Ambiental, Selenir Arruda.

REGIÃO INFESTADA
“Nossa região está infestada. Todos os municípios estão infestados e isso quer dizer que todos podem contrair e desenvolver a dengue”, afirma o coordenador regional de Saúde, Lói Roque Biacchi.

Conforme o coordenador, já foram tomadas as providências necessárias e, por meio de reuniões realizadas com as Vigilâncias Ambiental e Epidemiológica, têm sido trabalhadas ações que busquem erradicar os focos do mosquito e propagar os cuidados que precisam ser tomados. “No entanto, o cuidado depende da população. Não adianta só falarmos. O cuidado e a prevenção devem ser feitos por todos”, destaca Biacchi.

RISCO DE EPIDEMIA
Questionado sobre um possível risco de epidemia na região, Lói Biacchi afirma: “Sim, corremos risco de uma epidemia se não tomarmos os cuidados necessários agora”.

Ele destaca que em 2013 houve 34 casos de dengue em um dos municípios de abrangência da 12ª CRS. Com um ambiente favorável e o mosquito infectado, será, frisa ele, fácil desenvolver e propagar a doença.

MUTIRÕES
Na próxima quarta-feira (29) deverá ocorrer, no Bairro Cristal e suas adjacências, um mutirão para recolhimento de lixo. Segundo Selenir, na terça-feira, os vigilantes visitarão as casas das redondezas para avisar às pessoas que coletem o lixo que pode servir de possível criadouro para o mosquito, para que na quarta-feira os caminhões passem recolhendo.

NOVO PERIGO
Selenir Arruda destaca ainda a importância da erradicação dos focos do mosquito, tendo em vista uma nova doença que também é transmitida pelo Aedes aegypti: a chikungunya. A doença é transmitida por vírus e é comum a vítima ter febre, dor de cabeça e coceira na pele, os mesmos sintomas iniciais que a dengue. Com o passar dos dias, a pessoa começa a sentir fortes dores nas articulações, principalmente nos pulsos e tornozelos.