Na Argentina, AMM se reúne com representantes do Vaticano para articular vinda do Papa Francisco às Missões

0
117

Avançam possibilidades da presença do Sumo Pontífice na região, em setembro de 2016

O presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM), Angelo Fabiam Duarte Thomas, esteve reunido na sexta-feira (26), com Juan Carlos, de Buenos Aires, representante da Cúria e amigo do Papa Francisco, para dar seguimento às tratativas da vinda do Sumo Pontífice à região das Missões, em 2016. O encontro ocorreu às margens do rio Paraná, em San Ignacio, província de Misiones, na Argentina, onde os convidados foram recepcionados pelo intendente anfitrião, Don Juan Esteban. Além de Brasil e Argentina, o evento contou com participantes do Paraguai.

Esforço da AMM
Em novembro do ano passado, a convite de Juan Esteban, o então presidente da AMM, prefeito de São Luiz Gonzaga, Junaro Rambo Figueiredo, acompanhado dos prefeitos de São Miguel das Missões, Hilário Casarin, de Porto Xavier, Paulo Sommer e de São Nicolau, Benone de Oliveira, estiveram em San Ignacio, no esforço de trazer o Papa à região. Na época, foi formada a Assembleia Permanente das Missões Jesuíticas-Guaranis, integrada por autoridades municipais brasileiras, argentinas e paraguaias.

Possibilidade concreta
Fabiam Thomas relatou que um grupo de municípios destes três países, de fato, está articulando a vinda do Papa para até as Missões e que, o conceito que está sendo trabalhado é o de resgatar a saga jesuítica e incluir no roteiro papal os 30 povos missioneiros. Segundo o dirigente da AMM, os representantes do Vaticano passaram todas as orientações necessárias para que o processo possa avançar e se solidificar, e existe uma possibilidade concreta de acontecer um roteiro do Papa em setembro de 2016.

Momento histórico
O presidente da AMM salientou que Francisco é hoje uma das figuras públicas de maior repercussão a nível mundial. Com agendas previstas para Cuba, Estados Unidos e China, e por isso, não se pode alimentar a expectativa de uma grande permanência nas missões jesuíticas. “Seria um acontecimento histórico uma celebração em São Miguel, por exemplo, e lutaremos muito para isso acontecer. Mas o foco é a garantia da vinda do Papa às missões em 2016, no Brasil, na Argentina, ou no Paraguai. Se ocorrer nos três países será uma consagração do projeto”, enfatizou.