“Não trabalhamos no limite, e sim com uma margem de segurança”, diz o gerente adjunto da Corsan

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Osvaldo Zaltron afirma que a cidade não corre riscos de enfrentar calamidades como ocorridas no RS

No final do ano passado, 12 municípios gaúchos da Região Metropolitana de Porto Alegre, Litoral Norte e Serra, sendo 11 atendidos pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), enfrentaram dificuldades com a falta de água devido a problemas no abastecimento e ao alto consumo de energia e da própria água. E, segundo a Corsan, o problema se agravou com a falta de chuva, uma vez que os níveis dos mananciais e dos reservatórios baixaram, afetando o abastecimento tanto em relação à captação de água quanto à quantidade reservada.

Em Santo Ângelo, de acordo com o gerente adjunto da unidade local da Corsan, Osvaldo Zaltron, que ocupa o cargo durante as férias da gerente titular, Eli Backes, não há riscos de calamidades deste tipo ocorrerem. Osvaldo, agente administrativo da unidade, diz que o que pode ocorrer são problemas técnicos temporários, que depois de identificados são resolvidos o quanto antes. “Nós não trabalhamos no limite, e sim com uma margem de segurança. Pode haver problemas técnicos, temporários, o rompimento de uma adutora, mas não existem riscos de haver problemas de produção ou de um consumo excessivo ocasionar a falta de água”, afirma o gerente adjunto. A cidade é abastecida pelos rios Itaquarinchim e Ijuí, cujos níveis Osvaldo destaca estarem sempre dentro dos padrões, outro motivo que dá segurança quanto ao abastecimento.

Na semana passada, o Bairro Aguiar enfrentou problemas, devido a vazamentos na rede de distribuição. Osvaldo conta que foram aproximadamente dois dias – não consecutivos, mas intercalados –, e a perspectiva, com os trabalhos realizados, é de que isso não ocorra novamente. “Não apenas localizamos os vazamentos e os consertamos, como também aumentamos em aproximadamente 40% a vazão no bombeamento de água, para disponibilizar aos moradores um volume maior”, relata. O gerente adjunto também reforça que ao longo de praticamente todo o ano de 2013 foram feitos investimentos na cidade, com a substituição de redes antigas e conserto de vazamentos, bem como de pontos críticos da rede.

TRATAMENTO DA ÁGUA
A unidade tem duas estações de tratamento na cidade – na Rua Antunes Ribas, Centro, onde se localiza o escritório administrativo e são tratados 107 litros por segundo, e no Bairro São Carlos, que tem a maior estação, que trata 280 litros por segundo.

No tratamento, a água bruta captada passa por processos como a coagulação (por meio da mistura com sulfato de alumínio, para aglomerar as impurezas, formando flocos), a floculação (com a movimentação da água para que os flocos de impurezas ganhem peso e consistência), a decantação (em que os flocos formados se separam da água e ficam armazenados no fundo dos tanques) e a filtração (para a retirada das impurezas). Depois, em outros tanques, ela recebe o cloro e o flúor, para sua desinfecção.

O técnico Ronny Maurice Rieck, da estação de tratamento da Rua Antunes Ribas, diz que o pH da água que abastece as residências da cidade oscila entre 6,1 e 6,7. A escala de pH vai de 0 a 14, sendo que 7 é considerado o valor neutro entre a acidez e alcalinidade, que é a medida total das substâncias presentes na água e capazes de neutralizar ácidos.