‘No fim, quem sairá perdendo com tudo isso será o aluno’

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14ª CRE pede que pais mandem os filhos para a escola

Na manhã de ontem, a equipe da 14ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) convocou coletiva para a imprensa santo angelense, visando divulgar o ponto de vista da coordenadoria sobre as manifestações que vem ocorrendo nas escolas estaduais de Santo Ângelo.
A coordenadora da 14ª CRE, Tânia Santiago, junto de sua coordenadora adjunta, Enida Sallet Lange, da assessora pedagógica Norma Brigo, da coordenadora de RH Erica Suski, e da assessora de RH Inês Leal, destacou a necessidade da comunidade escolar estar em alerta sobre as manifestações nas escolas, em especial os pais de alunos. "O que estamos vendo é que o movimento de greve do Cpers Sindicato não é de professores e funcionários, pois todas as escolas estão tendo aula. O que está acontecendo é que em algumas escolas há uma minoria de 3, 4 ou 5 pessoas em greve que estão mobilizando alunos para que os apoiem. Por isso, em um primeiro momento, chamamos os diretores para uma reunião para sabermos o que está acontecendo em cada escola", relatou a coordenadora.

RESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO
Conforme a 14ª CRE, a responsabilidade de condução de cada uma das escolas é do diretor de cada uma delas, que deve assumir as tratativas, respeitando os que querem aula e os que optam por greve. "O problema, na realidade, é que temos recebido denúncias de que alguns dos professores grevistas estão liberando os alunos, mandando-os para casa em nome do diretor, usando bilhetes com logomarca da escola. Além disso, de que pessoas de outras escolas estão tendo acesso aos colégios, não podemos esquecer que a escola deve ser um ambiente de paz e é isso que está nos preocupando", acrescentou Tânia, garantindo que em alguns casos já foram necessárias as presença do Conselho Tutelar e da Brigada Militar para que a ordem fosse mantida em determinadas escolas.

ALUNOS NAS ESCOLAS
A coordenadora solicita que os pais mandem os filhos para a escola, pois os manifestos podem resultar em atraso no conteúdo programático curricular. "Não temos como ir em todas as escolas, mas cada um precisa ter o direito a estudar, não pode uma minoria dentro da escola tentar impedir o acesso daqueles que têm uma opinião diferente. As pautas são justas, as lutas são legítimas, mas não podemos prometer que o movimento vai adiantar em algo se o Estado não mal tem dinheiro para pagar a folha. Se alguém deve tomar a frente, é o professor e funcionário, mas como está ocorrendo, ele vai lá e assina o ponto, não tem suas horas descontadas e o único que perde será o aluno", acrescentou.
A coordenadora adjunta da 14ª CRE, Enida Sallet Lange, salientou que as manifestações foram pensadas por movimentos sindicais, e que somente as escolas em que alguns professores se posicionam ideologicamente é que a greve está acontecendo, ainda que de forma parcial. "Agora, embora as ocupações às escolas por parte dos alunos tenha acabado, os alunos ainda estão participando de movimentos realizados pelo Cpers, ainda que no horário de aula, o que não será recuperado. É para isso que chamamos a atenção".