Nomeação em concursos: Decreto gera insatisfação

0
108

Prorrogação do contingenciamento de gastos faz com aprovados em concursos públicos sintam-se lesados

Com o Decreto de Contingenciamento prorrogado por mais 180 dias (veja na matéria ao lado), segue suspensa a abertura de concursos públicos, criação de gastos com novos cargos, passagens aéreas e diárias para fora do Estado, contratação ou renovação de consultorias, novos contratos com empresas, aluguel de imóveis e equipamentos, limitação de diárias, dentre outras medidas.
Aprovados em concursos públicos são parte da população que sente-se lesada com a decisão do governo.

A santo-angelense Keli Gerlof faz parte dessa estatística. Ela foi aprovada, ainda em 2014, em um concurso para a Polícia Civil. Porém, com este decreto, até agora ela não foi chamada, e contou para a equipe do Jornal das Missões como vem sendo prejudicada com esse contingenciamento.

“No fim de 2014 o Tarso anunciou a autorização da nossa chamada e isso foi uma injeção de ânimo para quem esperava há um bom tempo. Porém, já nos primeiros dias de mandato o Sartori resolveu trancar tudo com esse decreto, impedindo nossa chamada e a realização de novo concursos”, conta Keli.

Keli, que antes de prestar o concurso atuava como advogada no município, destaca que a maioria dos concursados que abandonaram seus empregos certos de que logo seriam chamados, encontram-se até agora desempregados. “Nas entrevistas de emprego, os empregadores pesquisam o nome do candidato no google e ficam sabendo que eles são aprovados em concurso. Por isso, temem a saída repentina e imediata, não contratando. O pior é que isso envolve muitas pessoas que precisam sustentar toda a sua família como faziam antes. Havia uma indicação de que seríamos chamados e agora só temos a aguardar”, indigna-se.

A bacharel em Direito explica que o governador tem razão em querer diminuir as dívidas do Estado, mas que está errando na maneira de fazer isso. “Acho importante ele querer organizar a vida financeira do Estado, mas ele não pode esquecer que as pessoas possuem necessidades imediatas como segurança, saúde e educação. Precisamos de qualidade de vida, e utilizar o dinheiro público nessas áreas é um investimento. O efetivo da Polícia Civil está defasado. Onde deveriam haver 9,5 mil servidores, atuam apenas 5,8 mil. Esse é um investimento de caráter urgente e essencial”.

Keli finalizou, convidando a comunidade para uma manifestação que ocorrerá na terça-feira (7), em Porto Alegre, chamada Marcha pela Segurança Pública: Segurança para Todos. “É uma mobilização contra o desmonte da segurança pública e o ataque aos servidores promovido pelo governo. O ato público será em frente ao Palácio Piratini”.