Nos 90 anos da Coluna Prestes, memorial precisa ser restaurado

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Família visitará local que abriga objetos históricos do revolucionário Luis Carlos Prestes

Nesta sexta-feira (30), a família de Luis Carlos Prestes visitará Santo Ângelo. A esposa Maria Prestes e os filhos Luis Carlos Prestes Filho e Mariana Ribeiro Prestes participarão do evento “Coluna Prestes – 90 Anos de História”.

O município está efetuando os preparativos para receber a família de uma das mais importantes figuras da história política brasileira. A coordenadora do Memorial Coluna Prestes, Neiva Soardi, destaca esse importante momento com a vinda da esposa de Luis Carlos Prestes e dos filhos a Santo Ângelo, mas salienta que a cidade precisa valorizar esse fato histórico que foi o movimento.

“Nós de Santo Ângelo temos o privilégio de possuir uma história única no mundo, mas infelizmente a cidade não tem essa história como sua. Precisamos nos apropriar dessa história, conservar melhor esse espaço, e ser não apenas guardiões desse acontecimento, mas divulgadores dele, do que ele representou”, diz Neiva.

PROGRAMAÇÃO
Durante a atividade haverá a seguinte programação: às 11 horas, audiência com o prefeito Valdir Andres, que vai entregar o Decreto de Hóspedes Oficiais do município; ao meio-dia, almoço; às 14 horas, visita ao Memorial Coluna Prestes e entrevista coletiva. Já às 17 horas, acontecerá sessão solene na Câmara de Vereadores e às 19h30min, no prédio 5 da URI, será apresentada palestra sobre os 90 anos da Coluna Prestes e feito o lançamento do livro “Meu companheiro: 40 anos ao lado de Luis Carlos Prestes”. A atividade é uma promoção da Prefeitura de Santo Ângelo, através da Secretaria Municipal de Turismo e Esportes.

MEMORIAL
O prédio do memorial, que de 1921 a 1969 foi uma estação férrea, também abriga um museu ferroviário. Neiva Soardi destaca a necessidade que o prédio tem de ser restaurado e o fato de os vagões da época, que também são atração turística, serem alvo de vandalismo constantemente.

Neiva diz que hoje não há condições de abrir os vagões para a visitação do público, pois frequentemente são invadidos por pessoas que chegam a fazer suas necessidades fisiológicas lá durante a noite. “Nós os limpamos, os conservamos, mas o mau cheiro é bastante forte. Precisamos proteger essa parte de nossa história”, afirma a coordenadora do memorial.